sexta-feira, 11 de março de 2011

O Parque Urbano da Quinta de Santo António, mais um espaço envolto em procedimentos menos claros



O sitio http://www.cm-Oeiras.pt da C.M.Oeiras faz assim uma breve discrição do Parque Urbano da Quinta de Santo António :
"Parque com cerca de 2 hectares, dotado de alguns equipamentos de lazer. Esta quinta era uma, entre muitas, das quintas que existiram em Algés, propriedades de famílias abastadas que conjugavam ao mesmo tempo um espaço de lazer com uma área agrícola, onde a abundância de árvores decorativas, como é o caso das palmeiras, tornaram o local paradisíaco. O parque é dotado de zonas arrelvadas, canteiros floridos e bancos abrigados sob frondosas árvores, tornando todo o conjunto muito acolhedor.".
 De facto quem lê estas linhas fica com uma ideia muito agradável do espaço, esqueceram-se foi de mencionar que o Parque Urbano da Quinta de Santo António esta praticamente emparedado numa floresta de cimento e que apenas durante uma reduzida parte do dia é banhado pelo sol.
 O parque como diz o texto da C.M.Oeiras teria mais de 2 hectares quando foi comprado ao empresário Sousa Sintra em meados do ano 2000 com o destino de ser um dos mais espectaculares parques do Concelho, o projecto inicial envolveu muitíssimo bem as antigas estruturas existentes na quinta no espaço, nomeadamente as nascentes (que as há varias no espaço já mencionadas em cartas militares de 1800), o sistema de rega e distribuição de agua para os diversos depósitos, os azulejos bicentenários e o magnifico Solar dos donos da antiga quinta Miraflores. Foram preservadas  a maior parte das árvores de grande porte existentes no espaço e foram criados alguns espaços para crianças e um circuito de manutenção (agora desaparecido). Tudo parecia fantástico para os habitantes da freguesia até que num negócio no mínimo estranho em que aparentemente a C.M.Oeiras não teve praticamente nenhumas contra partidas aparentes, o espaço é dividido ao meio e é autorizada a construção de três edifícios de habitação mesmo em cima do parque, fazendo ás vezes parecer que o espaço é pertença dos ditos edifícios. De 2 hectares passamos assim para 1 e as coisas ainda não ficaram por aqui.


Assinalado na foto a amarelo dois dos edifícios, como podem ver mais de metade do parque desapareceu e falta ainda um terceiro edifício. A azul temos o espaço ocupado actualmente pela nova Igreja de Miraflores que veio retirar mais uma fatia ao parque


Acrescentando ao facto de ter sido gravemente esquartejado um espaço tão ilustre e a preservar pelo Município não se sabendo muito bem porquê no meio da negociata foi incluído o Solar senhorial da quinta que, sem se saber bem como e aparentemente sem qualquer contra partida para o Município passou para as mãos do promotor da urbanização que depois de ter ganho o bónus de poder encravar uma Urbanização num espaço publico de tão agradáveis caractristicas ainda recebe como que uma cereja no topo do bolo um imóvel de inestimável valor para todos, e que tanta falta faz á população da freguesia e muitíssimo á área de Miraflores que neste momento nada tem para actividades dos habitantes em geral e da juventude em particular. O espaço é hoje um ninho de empresas de informática.




O antigo Solar dos donos da Quinta de Miraflores hoje entregue nas mãos de privados sem se saber bem como nem porquê



 O Parque Urbano da Quinta de Santo António esta hoje transformado num espaço aborto, uma vez que foi alterado gravemente o projecto inicial, o espaço ficou com uma configuração estranha e com pormenores no mínimo caricatos, um deles é as casa de banho por exemplo serem na entrada do Parque junto ao antigo bairro dos Húngaros ou seja (uma vez que o metade do parque é a subir) no cimo do espaço.
 Esta área do parque e porque é de difícil acesso e de muito fraca visibilidade e pouca segurança praticamente não é utilizada pelos visitantes, esta de momento semi vandalizada, mais de metade de um painel de azulejos bicentenários roubados, Grafitti por todo o lado, casas de banho destruídas e fechadas ao publico. Questiono seriamente se os habitantes não deveriam tomar o espaço para si próprios e criar um espaço para actividades lúdicas da população dando assim uso a um espaço que caminha rapidamente para a ruína por falta de uso, aqui ficam umas fotos que para mim me partem o coração como Miraflorense de gema que sou.


As casas de banho, grafitadas e encerradas e colocadas no sitio mais remoto do parque


A estrutura anexa da suposta biblioteca que é hoje um espaço semi-privado completamente vandalizado e sem uso quando os habitantes têm tanta falta de um espaço para actividades lúdicas


os azulejos bicentenários, que é deles?










Abriu recentemente um espaço no deveria ter sido a biblioteca, que na sequência de um peditório efectuado no Shopping Miraflores angariou material didáctico para crianças de modo a abrir um espaço publico para crianças, ora esta iniciativa é de facto de louvar uma vez que aparentemente nunca ninguém se mostrou interessado em ficar com ele (coisa estranha uma vez que não sabia que um comum habitante da freguesia podia ter ficado com a suposta biblioteca que estava no projecto inicial). 
 Enfim apesar de mais uma vez as coisas no Parque Urbano da Quinta de Santo António serem o mínimo polémicas é sempre de louvar uma iniciativa que vem tentar reanimar um espaço que estava ao abandono apesar de estar totalmente equipado e pronto a abrir.
 Este espaço funciona como biblioteca e ludoteca para crianças visitantes do parque e esta aberto no horário de expediente do parque, promove para alem do serviço publico que presta, festas particulares e actividades extracurriculares para crianças (a pagar esta claro)

Biblioteca para crianças aberta recentemente, um espaço a visitar com os filhos

 Outra das coisas que me assombra no Parque Urbano da Quinta de Santo António é o facto de nunca haver Agua na única bica existente, apesar de a dita infrastrutura estar em pleno funcionamento uma vez que já por varias vezes verifiquei que os jardineiros que tratam do local de origem do leste da Europa quando querem ligam a bica com a ajuda de uma chave própria, desligando a mesma logo de seguida... ordens do Município? gostaria imenso de saber

Aqui deixo algumas fotos do que resta de um tão lindo espaço, esperemos que num futuro próximo não se lembrem de lá colocar mais uma carrada de Edifícios.
 Aqui fica registado o meu total desagrado pelo que o Município fez com espaço e com o seu parcial abandono.






Torre de Monsanto II um dos mais belos edifícios a serem construidos em Portugal



A torre de Monsanto II será sem duvida um dos mais belos edifícios a serem construidos em Portugal num futuro proximo, provavelmente será o mais espectacular, será uma torre de escritórios com 21 pisos, proposta para ser construída junto à actual torre de Monsanto. pelo Arquitecto: Sua Kay .

Para que ainda não conhece publicamos em baixo os desenhos do projecto, esperemos que seja muito parecido depois de edificado.












quinta-feira, 10 de março de 2011

Quem se lembra...

Da velhinha camioneta para Algés, que apenas fazia o percurso Algés/Miraflores /Algés uma vez de manhã e outra á tarde com o Sr José ao volante? A estrada era de terra batida e a viagem desconfortavel... quem se lembra ???
 Esta foto foi um verdadeiro achado não foi?

Algés Miraflores visto do Tejo

Uma prespectiva diferente e espectacular da Freguesia
















fotos by

Barragon
Barra for Friends

A Revolução de 1910 em Algés



Voltei para Algés onde cheguei pelas 8 horas da manhã, colhendo pelo trajecto a notícia de que estava proclamada a República e outras que estava sufocada a Revolta. Quando cheguei às Portas encontrei estas tomadas pelos revolucionários das povoações leste do Concelho de Oeiras, que me convidaram a entrar no posto militar da Guarda Fiscal, (completamente abandonado de força militar) para reconhecimento. Depois dele efectuado entregaram-me a direcção e comando dos revolucionários. E (..) reporto-me por isso às informações dos membros da Junta Revolucionária, que se compunha dos seguintes cidadãos: José Cordeiro Jr., comerciante, António César do Amaral Frazão, empregado da Companhia do Gás, Raul de Figueiredo, guarda livros, Lourenço Correia Gomes, guarda livros, Jaime de Sousa Sabrosa, empregado de escritório e actual secretário de administração do concelho de Oeiras, e João António de Araújo empregado público e professor de ensino livre. (1)


Notas deliciosas elaboradas pelo tenente de infantaria Ferreira Dinis que chefiou as Portas de Algés, uma das entradas na capital no extremo oeste. É pelas suas palavras o relato, que nos chega, da revolução de 1910.
No dia 3 de Outubro à meia noite, “reuniram-se na ponte de Caxias mais de 70 revolucionários dos lugares de Oeiras, Paço de Arcos, Linda-a-Velha, Carnaxide e Algés, aguardando as salvas combinadas como aviso, para então assaltarem a Casa da Correcção, instalada no edifício do extinto Convento da Cartuxa, a fim de se apoderarem de 60 espingardas que estavam entregues àquela instituição.
Dia 5 - Pelas 3 horas da tarde , apresentou-se-me o cidadão José Cordeiro Jr. membro da Comissão Revolucionária, com alvará em que era nomeado administrador do Concelho de Oeiras.
No dia 6 logo de manhã, os postos da guarda requisitavam-me bandeiras Republicanas para serem içadas nos quartéis.
Dia 7 – Logo de manhã pelo referido administrador do concelho, Cordeiro foi pedida força para proceder à detenção do Marquês de Pombal. Nomeei 6 praças acompanhadas da referida Comissão, que procederam à diligência, apresentando-se no posto acompanhado de dois seus filhos, e umas malas a que passei minuciosa revista, nada encontrado digno de nota. Contudo apreendi uns cadernos manuscritos e cartas que juntamente com o Marquês e seus dois filhos mandei apresentar no Quartel General da Divisão.
Dia 8 – Foram restabelecidos os comboios entre Algés e o Cais do Sodré.
Dia 9 – Pelas 12 horas da noite em vista do estado normal da região, entreguei as Portas de Algés ao Sr. Capitão da Guarda Fiscal, Manuel José da Costa e Couto.
Todo este serviço, da máxima responsabilidade e fatigante, foi prestado, com inexcedível valor, dedicação e boa vontade da parte dos habitantes desta região, merecendo especial menção para ser tomada na devida conta pelo Governo Provisório, o administrador do Concelho de Oeiras, José Cordeiro Jr. e a comissão revolucionária”.


(1) Relatórios sobre a Revolução de 5 de Outubro, prefácio e notas introdutórias de Carlos Ferrão, C M Lisboa, 1978,pp 160-171
(2) Legenda foto: Comício Partido Republicano Evolucionista em Algés no Foz Garden, Ilustração portuguesa, 6 de Outubro 1913.

Clique aqui para ver texto original
 
Retirado de uma Publicação no Blogger "Oeiras com História" 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Recebida resposta da Policia Municipal ao nosso Email sobre estacionamento indevido em zona para deficientes

Foi recebida resposta ao nosso Email enviado á CM Oeiras a respeito do estacionamento indevido de uma funcionaria da camara numa zona para deficientes, a resposta so mesmo lendo uma vez que foi encaminhada para a Policia Municipal que apesar de o carro ser uma viatura da Camara e ter sido utilizada para proveito próprio e de ter desrespeitado o espaço para deficientes nada fez, apenas encombre os maus procedimentos e tenta proteger o funcionário em questão, evidentemente vamos responder visto não nos sentirmos devidamente informados. Gostariamos de saber por exemplo se á hora deste acontecimento a Sra Dra estaria no seu horário de trabalho, se esta devidamente autorizada para a utilização para fins particulares da viatura da Edilidade e se o facto de a Dra se justificar com o facto de estar distraida o suficiente para numa rua onde o estacionamento é pago escolher um lugar para deficientes a iliba da coima para estacionamento em local proibido.

Email enviado para o Email do Município de Oeiras geral@cm-oeiras.pt em 6 de Março 2011
Venho desta forma denunciar uma situação que me parece no minimo grave, recebemos no nosso Email o registo de uma situação que envolve um funcionário do Município numa postura que eu diria é no mínimo um péssimo exemplo, ora passo então a reportar os factos :

Deixamos aqui o registo de um péssimo exemplo da parte de uma Sra Dra Joana Baptista coordenadora Serviço Administrativo - SPM da Camara Municipal de Oeiras que abusivamente faz utilização de um espaço de estacionamento destinado a deficientes para se deslocar a uma clinica quando tinha nas proximidades vários espaços livres só que eram a pagar, esta situação passa-se á porta do prédio onde reside o Presidente da Camara Municipal Isaltino de Morais na Alameda Fernão Lopes, a Sra Dra em questão esteve na clinica cerca de 20 minutos e não seria certamente ao serviço do Município,  agradeciamos que acusassem a recepção, que nos informassem se este é um procedimento habitual e se algo irá ser feito no sentido de chamar a atenção o referido funcionário, junto enviamos o registo fotográfico da situação
sem mais de momento aguardo a vossa resposta
Rui Teodósio



em anexo as fotos enviadas por um residente na Alameda Fernão Lopes






Resposta da Policia Municipal

Exmo. Senhor,
Rui Teodósio

Acusamos a recepção do seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.

De facto, confirma-se que a Sra. Dra. Joana Baptista, na qualidade de utilizadora do veículo com matrícula 93-JC-38, propriedade do Município de Oeiras, estacionou abusivamente a viatura em local reservado a pessoas deficientes, conforme atesta a foto, que ora anexou à sua mensagem de correio electrónico.

Pese embora a ilicitude de tal conduta, confirmou-se junto da condutora, que a mesma não foi de todo intencional, em virtude de não se ter apercebido da existência do supra referido sinal.


Não obstante o supra exposto, lamenta a condutora e igualmente o Município de Oeiras, a prática de tal conduta.

Agradecemos o V/ contacto, ficando ao dispor para o que mais tiver por conveniente.

Sem outro assunto de momento, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos.


 
Câmara Municipal de Oeiras
Dep. Polícia Municipal e Protecção Civil

Serviço de Policia Municipal
Tel: 210976590 / Fax: 210976541

Serviço Municipal de Protecção Civil
Tel: 210976593 / Fax: 210976598

terça-feira, 8 de março de 2011

Ribeira de Algés 1900

A ribeira de Algés

 




Fotografias: autor não identificado, c. 1900 (as duas primeiras) e Paulo Guedes, 1905. Todas do Arquivo Fotográfi-
co da C.M.L..