quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os encantos dos locais Historicos e Culturais da Freguesia de Algés

A Freguesia de Algés é sem duvida hoje me dia um destino turístico, não é por acaso que muitos locais históricos da Freguesia ganharam no ano de 2009 prémios do Turismo de Portugal, uma vez que muitas vezes os visitantes têm uma visão muito mais profunda das localidades, esquecendo-se os residentes das pérolas que existem a seu lado, convidamos-vos a fazer uma visita virtual á Freguesia

Capela de Nossa Senhora do Cabo
CLASSIFICAÇÃO: Imóvel de valor concelhio, de acordo com o Edital nº 184/2004 (2ª série), publicado no Diário da República



O culto dedicado a Nossa Senhora do Cabo tem origem no século XIII. Tradicionalmente, este culto tem procedência na lenda que conta um milagre de Nossa Senhora no Cabo espichel. Todavia só no século XVII foi instituída a Confraria de Nossa Senhora do Cabo, que chegou a incluir 30 freguesias, entre as quais a freguesia de Carnaxide. A Capela de Nossa Senhora do Cabo, em Algés, é um pequeno templo de origem muito antiga. Desconhece-se a data da sua fundação, embora haja referências à sua existência desde o século XVIII.  Diz-se que foi mandada construir pelo Padre António Xavier Ligeiro (que se encontra sepultado debaixo do altar-mor), tendo ficado pronta em 1780, já depois da sua morte. A capela é referenciada em 1865 e 1872 em notas, respectivamente, dos padres Francisco Figueira e Pinho Leal. Contudo em ambos os casos não são dadas mais informações sobre a sua fundação, aspecto ou localização exacta. Dado o seu aspecto geral actual, e as suas características, especula-se que o edifício actual tenha sido reconstruído após o terramoto de Lisboa.
Em qualquer dos casos, a capela à data da sua construção teria vista sobre o Cabo Espichel (hoje obstruída pelas construções modernas), onde existe igualmente uma capela (o Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua) dedicada a Nossa Senhora do Cabo. Dado que na altura em Algés uma parte grande da população seriam pescadores, é provável que o local e a dedicação a Nossa do Cabo estejam de alguma forma ligados ao santuário no Espichel, alvo ainda hoje da devoção e romaria anual por mar dos pescadores de Sesimbra, por exemplo No século XIX a Capela passou a ser pertença da Família Pedroso, integrando as propriedades onde a mesma se insere, tendo a Sr.ª D. Joana Pedroso Simões falecido em 1962, doado a Capela à Junta de Freguesia, através de testamento. A Capela é pequena, de uma só nave, com coro, sendo a sua fachada muito simples, de traço rústico tradicional. Actualmente é celebrada a missa no primeiro Sábado de cada mês, pelas 17 horas e diariamente é rezado o terço pelas 18h15. Possibilita ainda, a realização de casamentos, baptizados e funerais.
Em 1991, foi alvo de restauro por parte da Câmara Municipal de Oeiras.

Mapa satélite da Capela de Nossa Senhora do Cabo clicar AQUI

O culto a Nossa Senhora do Cabo

Por vezes confundido erradamente com a devoção a Nossa Senhora da Arrábida, que a tradição afirma datar de 1215, o culto medieval a Nossa Senhora do Cabo ou Santa Maria da Pedra de Mua é documentalmente mencionado pela primeira vez numa carta régia de D. Pedro I, datada de 1366 e constitui uma das mais antigas e interessantes manifestações de religiosidade popular em Portugal.
Divulgado o miraculoso achamento da imagem de Nossa Senhora no espigão rochoso do Cabo Espichel, muito rapidamente o culto terá levedado, não só entre as localidades mais ou menos vizinhas da margem sul do Tejo, mas sobretudo na margem norte do rio, recobrindo praticamente todo o território da região saloia. Aqui viria a atingir assinalável relevo, ficando conhecido pela designação de "círio saloio", "círio real" ou "círio do bodo", tendo não poucas vezes contado com a especial protecção da Família Real.

"A devoção das populações da margem Norte do Tejo a esta invocação de Nossa Senhora terá talvez começado em 1275, mas de certeza se sabe que em 1366 se realizava uma romaria "a Santa Maria do Cabo" e que em 1390 já existia uma ermida no Cabo Espichel, no local onde conforme a tradição fora encontrada uma pequena imagem da mãe de Deus".
A primeira Ermida de Nossa Senhora do Cabo no território carnaxidense foi a de Algés, agora Algés de Cima, que já existia em 1737(...).
A Ermida de Nossa Senhora do Cabo de Linda-a-Velha, erguida antes de 1763, deveu-se ao Padre António Ligeiro, natural da localidade, falecido em 21.12.1763".
Casimiro, Jaime, Nossa Senhora do Cabo in Elucidário de alguma Oeiras, Colecção Viver, CMO, 2010, pp. 279 e 280)

Nossa Senhora do Cabo

Pormenor do sino da Capela






A igreja Velha de Linda-a-Velha é dedicada ao mesmo culto a Nossa Senhora do Cabo, assim como a Igreja Velha de Carnaxide, são evidentes a semelhanças na construção

O Cruzeiro de Algés

O cruzeiro, como símbolo religioso ou como obra de arte é representativo do espírito popular. Encontramos cruzeiros junto às igrejas, no meio dos adros, a indicar que o terreno em que estavam implantados era sagrado e que pertencia à paróquia, ao convento ou à irmandade. Era considerado um marco de propriedade. Muitos cruzeiros, também indicam o local até onde chegavam as procissões, e onde as entidades religiosas davam a volta para regressar ao templo . Outros são comemorativos, na sua origem, e a sua construção tinha por objectivo o cumprimento de qualquer voto ou a memória de qualquer feitoO Cruzeiro de Algés, esta hoje situado junto ao Palácio Ribamar (no encontro das ruas João Chagas e Alameda Hermano Patrone) mas não foi ali erigido como menciona a Wikipedia e vários sítios de Turismo na internet, O Cruzeiro de Algés, também chamado de Cruz de S. José, foi erigido em 1605, tendo sido mudado, em 1727, de um local próximo da entrada do convento de S. José de Ribamar (actual
palacete dos condes da Foz), para a actual localização,foi alvo de restauro em 2001 como indica a Ficha de Obra Nº 058/01 .
 O Cruzeiro de Algés tem 400 anos de História é um dos monumentos mais antigos da Freguesia, merecendo por isso ser considerado o seu ex-libris. No pedestal estão inscritos versículos do Hino de Laudes em latim., que traduzidos dizem: - "Eis aqui a Cruz do Senhor. Fugi gentes desafectadas. Venceu o leão da tribo de Judá e a raiz de Davi. Aleluia! Aleluia! A cidade em 1605" Este é sem dúvida um dos símbolos mais emblemáticos e representativos da Freguesia.






Palácio Ribamar



O Palácio Ribamar, de Covento a Casino
CLASSIFICAÇÃO: Imóvel de valor concelhio, de acordo com o Edital nº 184/2004 (2ª série), publicado no Diário da República, Nº 67, II

Edifício de dois pisos, de linhas austeras. Foi construído em 1728 por D. Francisco Paula Portugal, 8º Conde do Vimioso, o edifício veio a ser usado como convento franciscano, adquirindo nessa altura o nome de Convento de São José de Ribamar.

Em 1834, na sequência da aplicação do decreto liberal determinando a expulsão das ordens religiosas, o Convento é vendido. Nessa altura, grande parte dos seus terrenos foram acrescidos à então Quinta da Maruja, mais tarde conhecida por Quinta de São João do Rio.

O Palácio teve como propietários os Condes de Lumiar, os Marqueses de Valença e o Conde Cabral, que o comprou em 1872 e o doou depois ao Conde da Foz.

O edifício acabou mesmo por ser utilizado como casino entre 1920 e 1928.

Também aqui funcionou uma escola primária, mas durante muitos anos o Convento esteve votado ao abandono.

Ao ser adquirido pela Câmara Municipal de Oeiras em 1962, iniciou-se a sua recuperação. Hoje é uma das mais frequentadas bibliotecas do concelho, bem como um centro de dança e de difusão de música antiga.

O conjunto inclui ainda espécies vegetais centenárias, tais como a araucária e o dragoeiro.

Para além desta utilização, a recuperação do edifício foi uma mais-valia para esta zona de Algés, complementando o Jardim Municipal e dando à baixa de Algés um remate agradável e separador do desordenamento urbano. 


 Hoje, passados vários séculos, este Palácio foi recuperado e lá funciona a Biblioteca Municipal de Algés, o Centro de Dança de Oeiras e o CEDMA - Centro de Estudos e Difusão de Musica Antiga e mais recentemente, o Posto de Turismo e o Gabinete de Atendimento da Câmara Municipal de Oeiras

Quinta de São José de Ribamar 




Com uma História a caminho do meio milénio, o Convento actualmente transformado no Palácio Foz, faz parte integrante das raízes de Algés. Da sua história consta que D. Francisco de Gusmão, Cavaleiro da Casa da Infanta D. Maria, donatário de vastos terrenos na orla do Reguengo de Algés, doou esses terrenos aos monges, em 1559, para a fundação de um Convento evocando S. José. Mais tarde, o Cardeal D. Henrique ainda Infante, construiu nesse local três casas com uma Capela, e em 1595, o Provincial - Frei António da Anunciação, pela terceira vez erigiu o Convento, com uma albergaria de excelência para a época. Em 1834, dá-se o confisco dos bens das Ordens Religiosas, em proveito da Fazenda Pública e assim o Convento e as suas terras foram vendidas a João Marques da Costa Soares, um Capitalista, que em 1850 vendeu toda a propriedade a Andrade Neri, o qual mandou restaurar a encantadora Casa dos Arrábidos, assim como a bela Igreja. Em 1872, o Conde de Cabral comprou tudo e fez a muralha e a bela construção dos arcos que fica sobranceira à entrada. A Pousada foi transformada no palacete de airosas linhas, arcarias e colunas que permanecem até aos dias de hoje,
 Hoje é propriedade privada fruto de um projecto de suposta reabilitação Urbana que mais uma vez coloca nas mãos de privados um edifício histórico único na Freguesia.

Martírio dos Sete Mártires de Marrocos (cerca de 1630-40), pintura da autoria de André Reinoso, proveniente do antigo retábulo do mosteiro de S. José de Ribamar, em Algés. Actualmente, esta pintura é propriedade do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.
Bibliografia:
Silva, Sara Cristina, O Convento de S. José de Ribamar in Revista Oeiras Municipal, nº 78, Setembro 2003, pp. 83 a 85.

 

aqui deixamos o registo do projecto imobiliário  do que é hoje a antiga quinta de São José de Ribamar

RAR Imobiliária apresenta empreendimento "São José de Ribamar"

Vocacionada para a promoção de empreendimentos residenciais de qualidade superior, a RAR Imobiliária participa no Salão Imobiliário de Lisboa pelo quarto ano consecutivo, com um stand de 144m2 no Pavilhão 3, onde estão em evidência três dos seus mais recentes empreendimentos. Os vários projectos em desenvolvimento pela RAR Imobiliária representam investimentos no montante de 175 milhões de euros.

Com grande destaque este ano está a maqueta de apresentação do Empreendimento São José de Ribamar, um conjunto residencial de luxo da autoria do arquitecto Gonçalo Byrne.

Este empreendimento, ainda em fase de projecto, ficará num terreno com uma área de 16.200 m2, situado junto à marginal em Algés, e que inclui um palacete datado do século XVI. A localização privilegiada em frente ao rio Tejo, defronte da torre de entrada da barra é uma das características a destacar neste projecto, bem como os jardins cuja área total ronda os 13.000 m2. Prevendo-se que o seu licenciamento será aprovado no primeiro semestre de 2009, a sua construção e comercialização terão início no segundo semestre do mesmo ano, estando a sua conclusão planeada para o início de 2012.

O empreendimento São José de Ribamar é composto por 22 fracções, das quais 12 correspondem a uma nova área a edificar e que se compõe por dois conjuntos de moradias em banda, todas elas com vista directa para o rio Tejo e com tipologias que variam entre o T4 e o T5 +1.

As restantes 10 fracções serão construídas, 8 no convento do século XVI que irá ser recuperado, tendo igualmente todas vista de rio e com tipologias que vão do T2 ao T5 + 2 e as 2 últimas vão ocupar a moradia do início do século passado, que irá ser também objecto de recuperação, sendo o piso térreo constituído por um T3 e os dois pisos superiores por um T5 + 2 duplex.

Com valores de venda que rondarão os 4.000 a 5.000 euros/m2, o Empreendimento São José de Ribamar destina-se ao público-alvo pertencente ao segmento alto de mercado e está orientado para famílias consolidadas, daí o elevado número de apartamentos com as tipologias acima do T4.

O empreendimento São José de Ribamar será objecto de certificação, tanto ao nível da qualidade técnica de construção – DOMUSQUAL – como em termos de sustentabilidade – DOMUSNATURA através da consultora multinacional SGS, líder mundial desta actividade.

No espaço da RAR Imobiliária no SIL 2008 também estão em destaque o Edifício do Parque, um projecto residencial da autoria do arquitecto Rogério Cavaca, composto por 117 apartamentos e estrategicamente localizado junto ao Mar e ao Parque da Cidade do Porto, bem como o condomínio privado TibãesGolfe, um projecto do arquitecto Vítor Martins situado em Braga que abarca 29 moradias com campo de golfe.

Recorde-se que a RAR Imobiliária foi distinguida com o prémio “Melhor Projecto Imobiliário do Ano” no SIL de 2006 com o Empreendimento Monchique, no Porto, e no SIL de 2007 com o Edifício do Parque, em Matosinhos.

Para José António Teixeira, presidente da RAR Imobiliária, «este certame é um excelente meio para mostrar ao mercado os projectos desenvolvidos pela nossa empresa. O facto de termos recebido por dois anos consecutivos o Prémio “Melhor Projecto Imobiliário” no SIL vem confirmar que a nossa estratégia alicerçada na inovação, design e na sustentabilidade foi uma aposta correcta e reconhecida pelo mercado. A oferta de empreendimentos de elevada qualidade que apresentem soluções inovadoras continua a ser o compromisso da RAR Imobiliária».

Fonte : RAR Imobiliária

http://casa.sapo.pt/news/detalhe.aspx?id=5315


by Barra




Palácio Anjos

Considerado uma imagem de marca da Freguesia de Algés, o Palácio Anjos, é um dos edifícios históricos mais emblemáticos do Concelho de Oeiras e um verdadeiro ex-libris da Arquitectura de Veraneio de Algés. O Palácio Anjos remonta à década de sessenta do Século XIX, quando os Senhores Condes de Cabral venderam uma extensão veiga de chão fertilíssimo ao Sr. Policarpo Anjos. Este Senhor edificou, para sua residência, o pequeno e formoso Palácio Anjos, urbanização típica do fim do Século, rodeada de uma não somenos bela paisagem envolvente caracterizada por uma variedade riquíssima de espécies botânicas, tornando-se assim a primeira edificação grandiosa construída de raiz, na zona Ribeirinha de Algés, com carácter de residência de veraneio. Recentemente todo o espaço foi alvo de uma reabilitação/requalificação e amplificação do Palácio, visando preservar a essência do edifício e no que se refere ao Parque Botânico, mantendo as espécies arbóreas de valor. O Palácio Anjos restaurado na sua edificação e jardins ficou obviamente enriquecido, traduzindo-se o seu conteúdo num incalculável valor artístico, patrimonial e cultural, tendo beneficiado com um novo núcleo cultural e mostras de arte, o Centro de Arte Colecção Manuel de Brito, inaugurado em 29 de Novembro de 2006.








Parque Anjos
Mais um dos lugares que arrecadou um Prémio do Turismo de Portugal em 2009 



O Jardim do Parque Anjos data de finais do século XIX e foi construído por Policarpo Anjos.
Naquela altura, o edifício era parte de uma grande quinta, conhecida por Vila e Parque Miramar.
Nos anos 60, foram destruídos grande parte dos Jardins e a Capela, tendo a Câmara Municipal de Oeiras adquirido a parte restante do Jardim e o Palácio.
Actualmente é
um dos mais emblemáticos parques históricos do Concelho de Oeiras e uma referência da arquitectura de Veraneio de Algés e por uma paisagem envolvente caracterizada por uma variedade riquíssima de espécies botânicas. Todo o espaço foi recentemente alvo de uma reabilitação / requalificação e amplificação do Palácio, visando preservar a essência do edifício e no que refere ao Parque Botânico, foi igualmente objecto de intervenção, tornando possível a leitura complementada com elementos visuais de carácter informativo, como é o caso do mobiliário e da sinaléctica. Dotado de zonas relvadas, canteiros e diversos bancos abrigados sob as árvores frondosas e exímias pela sua antiguidade, o Parque Anjos faz as delícias dos seus inúmeros frequentadores, sendo uma demonstração viva como a qualidade de vida pode ser poupada nas modernas e grandes urbanizações. A oferta da zona de lazer completa-se com uma cafetaria, instalações sanitárias para os utentes do Parque e uma área de esplanada exterior que convida ao desfrute paisagístico de toda a envolvente. Para além destas infra-estruturas, foi recentemente aí colocada uma estrutura coberta com mesas e bancos, onde se costumam congregar diversos idosos da Freguesia, ocupando o seu tempo com os tradicionais jogos portugueses. Por último e relativamente ao recém-recuperado Palácio Anjos, com toda a sua imponência e beleza, é de referir que alberga o Centro de Arte Colecção Manuel de Brito, contendo um importante espólio de arte contemporânea do País, reunido pela família de Manuel de Brito ao longo de décadas, podendo ser agora apreciado pelo público.

Centro de Arte Colecção Manuel de Brito -
que recebeu 1 prémio do Turismo de Portugal em 2009





O Centro de Arte encontra-se instalado no Palácio Anjos desde 29 de Novembro de 2006 e alberga no 1º andar uma exposição permanente, a Colecção Manuel de Brito. Trata-se de um riquíssimo acervo, fruto do trabalho, empenho e dedicação de Manuel de Brito e sua família, constituindo um dos mais importantes núcleos da arte Portuguesa do século XX, permitindo-nos destacar mais de trezentas obras de alguns dos mais importantes artistas nacionais, como Paula Rego, Graça Morais, Eduardo Luiz, Menez, Palolo, Eduardo Batarda, Costa Pinheiro, António Dacosta, Júlio Pomar, entre muitos outros. Paralelamente, nos espaços do rés-do-chão são desenvolvidos programas de exposições temporárias e de exposições itinerantes, além de um conjunto de actividades que passam pela realização de seminários, "Workshops", acções de carácter educativo e pedagógico, publicação de edições e outras iniciativas que garantirão uma dinâmica sempre renovada a este espaço.


Jardim Municipal de Algés




O Jardim Municipal de Algés, é um espaço muito agradável para passear e relaxar, tendo vindo a ser recuperado ao longo dos anos, possuindo diversos canteiros floridos, árvores, lagos com repuxos e um grande parque infantil que faz as delicias da criançada da Freguesia. Congrega dois estabelecimentos de restauração que pela qualidade e diversidade dos serviços prestados, constituem dois pólos de atracção que muito prestigiam a Freguesia. A pensar nos mais idosos, o Jardim contempla também uma estrutura coberta, onde estes se costumam reunir para jogar os famosos jogos tradicionais portugueses. Este Jardim constitui uma mais valia para a Freguesia, sendo muitas vezes utilizado como palco para diversos eventos culturais e recreativos, assim como para a Feira de Velharias que se realiza em todos os quartos Domingos de cada mês.




ano de 1980 quando funcionava um supermercado Expresso no edifício onde é hoje o INA


este artigo teve como base um artigo publicado no Blog Turista-Evasões 


O Forte da Nossa Senhora da Conceição

 
O Forte da Nossa Senhora da Conceição de Pedrouços foi construído nos finais do Sec. XVII com o objectivo de tornar mais eficaz as defesas contra um eventual desembarque Espanhol.
Foi abandonado como forticação, após a construção, em 1780 da bateria do Bom Sucesso, transformando-se em residência particular.
No recinto do forte, que apresentava a forma de um trapézio isósceles, ergueram mais tarde os condes de Pombeiro e marqueses de Belas um palácio. O edifício que nos finais do Sec. XIX era conhecido como Palácio da Conceição sofreu várias adaptações, foi hotel, foi casino, nele estiveram sediados os correios, o registo civil e a junta de freguesia de Carnaxide.
O Mar, que chegava ainda ao Palácio, foi ficando cada vez mais afastado e, junto ao que dele ficara, veio a passar a linha férrea e, depois, a estrada marginal.
Em Outubro de 2002 quando o Palácio se encontrava a ser demolido foram identificados dois panos de muralha do forte ainda existentes, menos da metade da muralha virada para o mar, e toda a do lado leste, cuja conservação e valorização ainda foi possível assegurar, enquadrada num empreendimento imobiliário, onde existe um espaço pedonal em que a muralha está visível através de placas de vidro.





Forte de Nossa Senhora da Conceição, Algés

Por José António Baptista

Com o pensamento nas informações que aqui nos foram gentilmente cedidas pela Sra. D. Maria Clotilde Moreira, munícipe de Algés, a propósito da destruição do Palacete sito na popularmente designada "Rua das Estátuas" — Rua Major Afonso Pala —, fiz uma pequena pesquisa nalgumas obras em busca de mais informação, para sabermos com maior rigor histórico e maior desenvolvimento do que falamos quando nos referimos, quer ao Palacete, quer ao Forte sobre as ruínas do qual aquele foi edificado.

Assim sendo, aqui fica um pouco do que consegui apurar na obra "Fortificações Marítimas do Concelho de Oeiras", de Carlos Pereira Callixto, 2ª reedição, C.M.O., Julho 2002.

De seu nome completo Forte de Nossa Senhora da Conceição de Pedrouços o forte estava situado na margem direita do Ribeiro de Algés, próximo da ponte de pedra da Estrada de Lisboa.

A primeira referência a este forte surge num Decreto Real de 30 de Agosto de 1701, que nomeia seu Governador o Visconde de Fonte Arcada. A segunda referência é uma planta incluída no trabalho de João Tomás Correa — "Livro de Várias Plantas deste Reino e de Castela" — no qual refere o autor que "Se fez no ano de 1703". Existe ainda uma terceira referência nas "Memórias Militares" de António do Couto (1719), Assim, pode-se apontar os finais do Séc. XVII para a planificação desta fortaleza e para começo da construção a data do Decreto Real que lhe nomeia Governador (1701).


Planta do Forte

Não me vou deter na descrição da fortaleza. A mesma pode ser encontrada, assim como demais pormenores, p.ex. o número de bocas de fogo, na obra citada, para os mais interessados. Retenho aqui o essencial.

Em 1735 a fortaleza foi inspeccionada por um oficial, cuja identidade é desconhecida, que a encontrou muito danificada pelas intempéries. Segundo um Relatório anónimo de 1751 foi "consertada de novo".

Em 1758 o forte é referenciado com a designação de Forte de Ponta de Palhais e em 1762 o seu Comandante era o Cabo Luís dos Santos Ribeiro. Nas Memórias da Barra do Tejo e da Planta de Lisboa, de autor desconhecido, de 14 de Agosto de 1803 o forte já não é mencionado. Sabe-se que em 1818 estava já transformado em residência particular e que nunca mais volta a ser mencionado em qualquer lista de fortificações.

Em 1938, Mário Sampaio Ribeiro escreve na sua obra "Da Velha Algés" que no "seu recinto [do forte] os nobres Condes de Pombeiro e Senhores de Belas levantaram sumptuoso palácio cujo portão é coroado pela imagem de pedra da Padroeira do Reino - N.ª S.ª da Conceição - "Este portão foi demolido há relativamente poucos anos para se edificar o grande prédio chamado do Patrício, no actual Largo da Estação".

Segundo Branca de Gonta Colaço e Maria Archer — "Memórias da Linha de Cascais", 1943 — em 1850 o forte já era uma residência particular que os Condes de Pombeiro nessa altura Marqueses de Belas, compraram e habitaram, em 1870. Dizem-nos as autoras que o Forte foi reconstruído de alto a baixo e transformado num palácio. Ao prédio construído no terreno, após demolição duma ala do palácio, chamam prédio do Senhor Agostinho da Bela.
E continuam, dizendo-nos que "no terreno ocupado pelas muralhas históricas vemos agora esse prédio e a velha construção arruinada onde estiveram o Correio, a Junta de Freguesia, o Registo Civil, etc., e uma garagem".

Pelo picaresco, não resisto a citar aqui o que refere Callixto no artigo do seu livro, citando um artigo de Henrique Marques que, por seu turno, se refere a um opúsculo de 1871 — "Digressão Recreativa, Passatempo Alegre ou Revista do Viver das Praias, na Época dos Banhos do Mar, no Corrente Ano de 1870" —, que diz o seguinte:

"Do lado fronteiro às casas referidas, apresenta-se qual Dona respeitável, uma habitação grande, de aspecto nobre e quatro faces rectangulares; jardim sem flores, seco, mirrado e tostado foi, dizem as crónicas, Forte, sempre fraco, e palácio de nobilíssimos marqueses, distintos, e elegantes, marqueses, que se por fatalidade, engano, acaso ou não sei porquê, deixaram de ser lindos eram sempre Belas, como ainda são. Agora vemos o Forte, que foi, e o palácio que deixou de ser, tudo enfim, convertido pelas alterações do tempo e variantes da sociedade, no afamado Hotel da Glória, templo dedicado aos Deuses da folia, e brincadeira, aonde vem por vezes, muitos celebrantes, entoar cânticos e hinos, em divertidas patuscadas, arranjando bicos, peruas, moefas e cabeleiras, de variados feitios, cada qual a seu gosto, para alegrar o espírito e refrescar a vista, crestada por aquelas areas, apesar de tão próximo das margens e ondas puras do nosso grandioso e velho padre Tejo".

Carlos Pereira Callixto termina o artigo do seu livro dizendo:
"E assim do velho Forte de N.ª S.ª da Conceição de Pedrouços, embora há muito desaparecido (...), apenas se manteve o, já também antigo Palácio da Conceição."

E nós acrescentamos com tristeza e mágoa:
... O Palácio da Conceição, também ele desaparecido, tragado pela voragem dos especuladores imobiliários!



O Edifício Amarelo na Foto era onde funcionava a antiga Junta de Freguesia e onde existia originalmente o forte e onde se viriam a encontrar durante a construção do condomínio os restos da antiga muralha,
 
A construção algo polémica implicou o embargo da obra por uns meses de modo a preservar os vestígios do Forte


O projecto






Racismo em jogo do Algés

Distrital de Lisboa: Adeptos do Pero Pinheiro insultam jogadores do U.D.R.Algés
 
Alguns jogadores do U. Algés foram insultados no domingo, durante o jogo, fora, com o Pero Pinheiro, em que saíram derrotados por 3-0

Racismo em jogo do Algés 

"Senti-me muito transtornado com o que se passou no domingo. Fiquei revoltado", disse ontem ao CM Joaquim Venâncio, presidente do U. Algés, sobre os insultos racistas que adeptos do Pero Pinheiro dirigiram aos futebolistas da equipa da Linha de Cascais, no jogo do passado domingo.

"A direcção do clube ainda não se reuniu, pelo que nada posso dizer sobre a apresentação, ou não, de uma queixa formal junto da Associação de Futebol de Lisboa", acrescentou.
O dirigente assegurou ainda que comentou o sucedido, no final do jogo (0-3), com o árbitro: "Disse--me que não se tinha apercebido."
Quanto à possibilidade de o juiz assistente igualmente não ter ouvido, Venâncio observou que tal seria "praticamente impossível", pois, frisou, os comentários agudizavam-se durante as substituições.
O presidente do U. Algés recusou abordar a forma como os jogadores reagiram. O CM sabe, no entanto, que alguns chegaram mesmo a ponderar a possibilidade de sair do campo.
Joaquim Libânio, treinador do U. Algés, limitou-se a confirmar que os seus jogadores foram alvo de comentários racistas.
Já Domingos Janota, líder do Pero Pinheiro, garantiu que não assistiu ao jogo e acrescentou: "Já ouvi falar disso e, se for verdade, é uma situação intolerável. Apresento o meu pedido de desculpa aos jogadores e também à direcção do Algés. E peço aos sócios do meu clube para não voltarem a fazer comentários racistas." 

 Noticia do Correio da Manha

sexta-feira, 15 de abril de 2011

U.D.R.Algés jogos para o proximo fim de semana

PROXIMOS JOGOS DE 16 e 17/ABRIL

ESCOLAS E2 (BENJAMINS)
ALVERCA <> U.D.R.ALGÉS
Sábado, 16 de Abril, às 10H00, em Alverca
JUNIORES
U.D.R.ALGÉS <> CANEÇAS
Sábado, 16 de Abril, às 16H00, em Algés
JUVENIS
U.D.R.ALGÉS <> ALGUEIRÃO
Domingo, 17 de Abril, às 10H30, em Algés
SENIORES
U.D.R.ALGÉS <> CACÉM
Domingo, 17 de Abril, às 16H00, em Algés
APOIA O DESPORTO LOCAL VEM APOIAR O ALGÉS !!!



RESULTADOS DO FIM-DE-SEMANA DE - 9/10 de Abril de 2011

JUNIORES "E2" (BENJAMINS)
U.D.R. ALGÉS 3 <> 1 ERICEIRENSE
JUNIORES
U.D.R.ALGÉS 5 <> 6 TRAJOUCE
JUVENIS
Cº.S.JOÃO BRITO 2 <> 0 U.D.R.ALGÉS
SENIORES
PÊRO PINHEIRO 3 <> 0 U.D.R.ALGÉS

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um autentico abuso e falta de respeito pela Localidade



Hoje há hora de almoço quando me deslocava calmamente para beber um café á portaa de minha casa deparei-me com algo que deixaria qualquer pessoa inteligente estupefacta, nas estátuas dos Leões colocadas a meio da Alameda Fernão Lopes por Penha Michó quando do arranque da Urbanização em 1967 estava colocada publicidade de um Restaurante nas proximidades nos rebosdos das ditas estatuas. Era uma autentica feira no que é um autentico monumento da localidade, Pataniscas de Bacalhau Saladas de Frango e Menus do dia á mistura com uma obra de arte de Procopio Gageiro (como indica a marca na lateral da base das estatuas) que para quem não sabe é um Mestre Artesão com trabalhos reconhecidos no mundo inteiro como podem verificar pela peça que publicamos a seguir.
Ora a Gazeta esta sempre vigilante e sempre que pode actua, portanto antes do café achamos por bem acabar com este autentico atentado ao meu orgulho de Miraflorense, dirigimos-nos então ao dito Restaurante e falamos com o dono do referido estabelecimento que após tomar conhecimento das consequencias deste abuso e mediante o facto de termos mencionado que tinhamos tirado fotografias e que teria o tempo de eu tomar cafe para retirar a feira de cima dos Leões... assim o fez e dois minutos depois o estendal estava retirado.
Senhores comerciantes o respeito pela localidade é algo que se exige e caso se venha a repetir a brincadeira enviaremos uma queixa para as autoridades competentes sem a minima demora, o nosso obrigado !

aqui deixamos então e para os que desconhecem que temos umas autenticas obras de arte de um dos mais conceituados Mestres Canteiros Artesãos  Portugueses á vossa porta, um explendido texto de Cristina Correia Pinto


Procópio Gageiro um canteiro artesão... “com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro”

Com trabalhos espalhados pelo mundo inteiro, Procópio Martinho Gageiro é um autodidacta como canteiro artesão. A viver em Casal de S. João, freguesia de Vila Cova de Alva, há 3 anos, explica-nos que, enquanto artista, tem falta de apoios e que as dificuldades na arte têm sete, oito anos, por causa dos Governos”.
Aos 76 anos de idade, abre-nos o seu álbum de memórias e guia-nos até à sua vida em Fanhões, freguesia de Loures, alertando-nos que desde pequeno que tem o dom de trabalhar a pedra, para dar vida a estatuetas, leões, candeeiros, relógios de sol, santos, enfim... é só lhe pedirem que ele faz com amor. “Eu quando me ponho a fazer um trabalho gosto de fazer tudo. Eu trabalho com gosto, com amor, por amor, Não sou daquelas pessoas que começam a fazer uma peça e daqui por um bocadinho abalam. Eu quando estou a fazer uma peça, seja ela qual for, estou a trabalhar com amor à arte”, desabafa.
Porém, em criança queria trabalhar num talho, “porque os senhores do talho abalavam às 6 da manhã de casa e, chegavam à uma, duas da tarde”, revela argumentando que assim “tinha a tarde livre para brincar e andar na paródia”. Mas, as dificuldades lançaram-no para uma pedreira. “O meu pai disse: Nós somos pobres, tens que ir trabalhar para as pedreiras como os outros. Tens que ir para lá trabalhar”, recorda.
Assim foi, e com 13 anos, Procópio Gageiro andava na Serra de Alcoites, numa pedreira. “Havia lá canteiros a trabalhar e, eu andava lá debaixo do domínio deles. Chamavam-se oficiais. Ganhavam 18 escudos, naquela altura... lembro-me bem. Eu fui ganhar 10 tostões”, relembra.
“Tive a trabalhar até aos 18, 19 anos nas pedreiras, depois comecei a trabalhar num depósito, nas obras. Passei um bocado mau. Andei, também, numa oficina na Fonte Santa, Pardal Monteiro, em Pêro Pinheiro, andei em Lisboa, a trabalhar no Alberto Beto e, outras coisas mais assim”.
Aos 21 anos de idade passou pela Infantaria 1, na Calçada da Ajuda e, aos 38 anos de idade dedicou-se ao seu dom, trabalhar a pedra.

“Calcário semi-rijo é a pedra melhor para fazer este tipo de artesanato”


“Eu ia mais o meu pai a Lisboa e via aquelas estátuas nas propriedades, – que antigamente faziam-se, agora é que não se faz nada. É tudo direito, não há obras nenhumas de arte – e, eu dizia: “Oh pai, eu era capaz de fazer aquilo.
- O quê? Tu eras capaz de fazer aquilo?
- Pois, não me mete susto nenhum.
Já era a vocação que estava dentro de mim para fazer. E, não tinha medo nenhum de fazer. Fosse leões em pedra como eu cheguei a ver, como imagens e outras coisas mais que via naqueles varandins e, outras coisas de arte que há ali ao pé do Monumental antigo. No Saldanha, ainda há hoje, aquelas mísulas talhadas com estatuetas ali, assim a fingir que estão a segurar os varandins. Está claro, eu não tinha susto nenhum fazer aquilo”, conta.
E, a prová-lo estão os diversos diplomas e prémios que recebeu na Feira Internacional do Estoril e em Feiras, tais como na Batalha, Coimbra, Azambuja e, Gondomar. “Fiz exposições em Loures. Tenho diplomas, taças ganhas de primeiro prémio, medalhas… tenho muita coisa”, fala orgulhoso. Participou na Feira Internacional de Lisboa (FIL), recentemente esteve na Feira de Artesanato em Coja e, à semelhança de há 2 anos atrás, vai marcar presença na XXVI FICABEIRA – Feira Industrial e Comercial de Arganil, a decorrer de 5 a 8 de Setembro.
Acrescenta-nos que sabe trabalhar em mármore verde viana (Viana do Alentejo), granito, lioz (pedra de Pêro Pinheiro), melianos moca-creme e o vidraço taíja, contudo o que gosta mesmo é de trabalhar o calcário. “Calcário semi-rijo é a pedra melhor para fazer este tipo de artesanato. No granito torna-se um trabalho mais tosco e, nisto fica mais nítido, nesta pedra o pormenor sai melhor do que propriamente no granito”, explica-nos dizendo que nunca conheceu ninguém na família que tivesse este dom.
Em relação ao tempo que demora a dar vida a uma pedra, Procópio Gageiro diz-nos que este varia. “Por exemplo, um relógio de sol demora 2 meses de trabalho e é tudo feito à mão”. Trabalho esse que hoje o dinheiro não paga. “As minhas peças para se venderam, às vezes, é difícil, porque isto torna-se caro. Mas, agora isto está mau. A vida tornou-se difícil para toda a gente”, lamenta o artista que em tempos jogou futebol no Sport Lisboa e Fanhões, uma filial do Benfica, ao lado do Elói, do Belenenses.

“Isto para mim é um encanto, eu gosto disto”

Entristecido com o facto de haver “falta de apoios”, para quem trabalha ou quer aprender esta arte. Procópio Gageiro descreve que, hoje em dia, “os miúdos agarram-se a um computador, que uma pessoa não é capaz. Eu nasci nisto, na arte e, agora se for chamar uns miúdos para aprenderem isto… podem gostar, sim senhor, e quererem trabalhar nisto e aprender, mas isto tem que ser ajudado pelas Câmaras, pelos Governos”.
No seu entender, se a sua arte “fosse apoiada pelas Câmaras e pelos Governos e, fizessem um barracão, por exemplo para alunos que andam nas escolas, se os incentivassem para eles aprenderem eu estava aqui disposto para isso, mas também tinham que me pagar a mim, não é?”, sugere.
O que é certo é que o antigo futebolista que, também, jogou na equipa de Amadeu Gaudêncio, no Campeonato da FNAT, gostava que os jovens aprendessem a sua arte. “Fazia mesmo gosto que eles aprendessem. Isto está a morrer, chega a um certo ponto que acaba tudo. Eu não sei o que isto vai ser. Até pode ser que seja melhor, mas parece-me que não. Não leva esse caminho, porque a gente vê aí, hoje, miúdos, rapazes com doze, treze anos que andam só na droga. Não trabalham, andam aí aos caídos”, sublinha.
Feliz por viver em Casal de S. João, rodeado de natureza, informa-nos que a vida aqui “é um encanto, eu gosto disto”, frisa com um sorriso no olhar e com a certeza de que fez uma boa troca, quando veio de Fanhões, porque, “aqui, isto é saudável”.

Cristina Correia Pinto
in O Tabuense e Jornal de Arganil


Ficabeira - Procópio Gageiro



Ora digam lá se isto não é um autentico abuso??

A feira, esta linda não esta?

mas afinal ainda havia mais, um autentico estendal

O restaurante em questão o Brazinhas da Guia