terça-feira, 28 de junho de 2011

A Diligência para Carnaxide e o Metro até Algés

Aconselhamos a todos os que se interessam pela historia da região e do Concelho a leitura deste excelente artigo de Jaime Casimiro sobre os transportes públicos, boa leitura.  
 



segunda-feira, 6 de junho de 2011

A PRÉ-HISTÓRIA DE OEIRAS


As excelentes condições naturais oferecidas pela zona ribeirinha do estuário do Tejo – clima ameno, abundância de água, bons solos agrícolas a par de uma posição geográfica privilegiada, foram desde a Pré-História factores determinantes para a fixação
das populações. A existência, no interior, de alguns “cabeços” ou altos, proporcionaram o estabelecimento de alguns núcleos castrenses agro-pastoris. É exemplo deste tipo de ocupação o Castro Eneolítico de Leceia, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1963. As escavações arqueológicas aqui efectuadas evidenciam um conjunto de estruturas habitacionais e defensivas do Calcolítico Inicial. A este importante legado pré-histórico pode acrescentar-se a Gruta da Ponte da Laje (ocupada pelo homem desde o Paleolítico à Idade do Ferro) e a jazida de Outurela, datada da Idade do Ferro.


Do Castro de Leceia às paisagens actuais.



A datação das peças encontradas nas escavações que têm sido realizadas no Carrascal em Leceia, sob a direcção do Arqueólogo João Cardoso, apontam para a ocupação humana desta zona já no quinto milénio antes de Cristo, provando que esta região já era habitada muito antes de ser edificado o Povoado Fortificado de Leceia.

Parte da muralha fortificada

Vestigios de uma habitação

Publicação da Camara de Oeiras sobre o Castro


Nas escavações realizadas este ano, em que participaram alunos da Universidade Aberta de Lisboa, da Universidade Nova e antigos alunos, já formados em História, da Universidade Autónoma, foram encontradas peças raras, mesmo no contexto internacional.

Tratam-se de polidores para machados, muito raros no Neolítico Antigo, mas também da mesma época, encontraram-se fragmentos de cerâmica decorados.

Segundo João Cardoso, estes achados provam que estes povos já eram bastante evoluídos e deviam ter nesta zona uma grande produção de peças de sílex, uma matéria-prima de muito valor na fabricação de artefactos.

Ainda segundo João Cardoso, as informações recolhidas nesta zona arqueológica, vão dar um importante contributo para o conhecimento das primeiras comunidades agrícolas no contexto nacional e europeu.

O sucesso das escavações deste ano deve-se também, segundo João Cardoso, ao apoio da Câmara de Oeiras, não só pelos subsídios, mas também pelo apoio logístico, como a retirada de terras, que de outra forma obrigariam a prolongar muito mais o tempo das escavações.


A descoberta de materiais originários da Fenícia indiciam o estabelecimento de relações comerciais com regiões do Mediterrâneo, facto que se prende com a posição privilegiada de Oeiras no estuário do Rio Tejo.


 
"Uma escavação no concelho de Oeiras, em Leceia, permitiu identificar as mais antigas peças em marfim em Portugal, num povoado pré-histórico com cerca de 11 mil metros quadrados, que hoje está integralmente à vista.

As várias peças encontradas, originárias da África, são de marfim em bruto e de produtos manufacturados com este material, e datam dos anos 2700 a.C a 2500 a.C. Com esta descoberta, os arqueólogos conseguiram provar que já nessa altura existiriam trocas comerciais, incluindo de bens de luxo, entre as zonas costeiras de Portugal e Espanha e o continente africano e asiático.
“A reunião entre os especialistas permitiu demonstrar a existência de trabalhos em marfim na pré-história”, afirma João Luís Cardoso, arqueólogo que participou nos trabalhos de escavação no povoado de Leceia, e que publicou os resultados da sua investigação na mais recente edição da revista científica “Antiquity”. “No caso das peças encontradas e que foram analisadas na Alemanha, o marfim vinha do norte de África, ou excepcionalmente do aproveitamento de um dente fóssil de um elefante”.
No entanto, este estudo não se centrou só em Portugal. Em Espanha, na região da Andaluzia oriental, Almería, o povoado Los Millares e as suas sepulturas demonstraram a existência de peças de marfim produzidas do elefante asiático. “Isto significa que tinham de vir do mediterrâneo oriental”, explica o arqueólogo, que é também professor na Universidade Aberta. E salienta: “É a primeira vez que se documenta a origem deste comércio, que no fundo atravessa todo o Mediterrâneo, relativamente à presença desse elefante. Já nessa altura havia um comércio a longa distância”.
João Luís Cardoso esclarece que já era do conhecimento daqueles que estudam este tema que, nessa altura, haveria relações comerciais entre os continentes por causa da afinidade das peças de carácter religioso, por exemplo. Porém, não havia a consciência de que tais relações seriam tão extensas. “Agora é possível demonstrar essas relações sobre a forma de marfim em bruto ou peças manufacturadas”.
Estas descobertas revelam também que na Idade do Cobre as sociedades já eram bastantes diferenciadas socialmente, pois os produtos de marfim que foram encontrados destinavam-se a pessoas de um nível social mais alto. “Não eram todas as pessoas que tinham acesso a essas peças de luxo”, diz João Cardoso. A maior parte das peças encontradas são alfinetes grandes, de toucado, feitos de marfim do elefante asiático. É desde logo inegável a relação comercial com o mediterrâneo oriental. Tais produtos só terão chegado à Península Ibérica através da travessia do estreito de Gibraltar.
Este trabalho arqueológico especializado só foi possível devido à contribuição de vários elementos. Os alemães Thomas Schuhmacher e Arun Banerjee fizeram parte da equipa e as escavações foram patrocinadas pela câmara municipal de Oeiras, por meio do centro de estudos arqueológicos do concelho. “É uma colaboração internacional que beneficia a arqueologia portuguesa”, destaca João Luís Cardoso."

*Publicado no Jornal Público de 13.01.2010 




Gruta da Ponte da Laje

 

Situada junto à margem esqª. da Ribeira da Lage, esta pequena gruta, com a forma de um corredor irregular e sinuoso, foi ocupada pelo homem durante largo tempo, desde o Paleolítico até à Idade do Ferro. As indústrias mais antigas aí recolhidas datam do Mustierense. Durante o Paleolítico Superior a gruta foi densamente ocupada, tendo-se encontrado várias indústrias, de que salientamos os materiais dos níveis solutrenses. Encontram-se aí também vestígios de enterramentos neolíticos, espólio com carácter Isticas da cultura campaniforme e cerâmicas das Idades do Bronze e Ferro. Os materiais encontram-se expostos no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal.
Na povoação de Ponte da Lage junto à ponte sobre a Ribeira da Lage. Chega-se a este lugar através de um desvio na estrada Oeiras – Porto Salvo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Munícipes de Oeiras manifestaram-se contra as condições "vergonhosas" do canil Municipal



Oeiras, 14 mai (Lusa) -- Dezenas de munícipes de Oeiras manifestaram-se hoje em frente à Câmara contra as condições "vergonhosas" do canil municipal, exigindo à autarquia que tome medidas em defesa dos animais, através da construção de um novo abrigo.
A porta-voz Grupo da Campanha Nacional de Esterilização de Cães e Gatos Abandonados, Maria Meyer, explicou à agência Lusa que o canil municipal de Oeiras não tem condições para acolher os animais abandonados.
 
"Não deixam entrar voluntários no canil, não nos deixam colaborar, não aumentam as esterilizações, não há campanhas de adoção, portanto, é preciso que façam alguma coisa para melhorar as condições dos animais", afirmou a responsável.



Há mais de um ano em conversações com a Câmara de Oeiras sobre a necessidade urgente de se concluir a construção do novo canil em Vila Fria, já que o atual situa-se em instalações provisórias de um antigo matadouro, Maria Meyer disse estar "cansada de esperar por ver ações concretas".
"O próprio vereador já nos deu razão, já admitiu que as condições são vergonhosas. Se por um lado temos esperança porque ele assume, com certeza, que vai mudar, por outro estamos à espera de uma mudança radical e rápida e a verdade é que nada se passa", lamentou.
Com faixas e cartazes envergadas, dezenas de pessoas gritaram hoje pelos direitos dos animais, prometendo continuar a lutar para que este flagelo diminua.
O protesto em defesa dos animais juntou várias gerações e quem passava de carro não ficava indiferente, acabando também por se manifestar.
"Os animais também sofrem", "basta de matar, deixem adoptar", "deixem-nos entrar, nós sabemos ajudar", foram algumas das mensagens deixadas pelos manifestantes.



 Declarações de um dos organizadores do protesto :

"Este protesto surge depois de um ano de conversações entre a Câmara Municipal de Oeiras e um grupo de munícipes que tentou, por todas as vias de diálogo e cooperação, conseguir condições de bem-estar para os animais capturados pelo canil municipal de Oeiras.
Foram várias as sugestões que fizemos no sentido do Município de Oeiras ser também à frente nas questões que se prendem com o bem-estar animal.
. Pedimos que parassem com o abate de animais e que optassem pela esterilização dos mesmos;
. Pedimos que nos deixassem entrar no canil municipal para, através do nosso voluntariado, conseguirmos encontrar donos para os animais capturados;
. Pedimos para que, de uma vez por todas, se termine a obra (infindável) do canil de Vila Fria, para que os animais deixem de estar no matadouro, local esse que não apresenta as menores condições para lá manter os animais... pedimos, sugerimos, oferecemo-nos, pedimos, sugerimos, oferecemo-nos. Os resultados foram sempre os mesmos: blá blá blá.

Resolvemos por isso avançar para um protesto onde mostraremos a nossa indignação. Contamos com todos aqueles que gostam de animais e até com os que não gostam, pois a esterilização é a única forma eficaz de controlar as populações de animais domésticos e errantes."







domingo, 8 de maio de 2011

Parkour em Miraflores e a falta de infrastruturas desportivas

 



Desde os tempos da nossa juventude Miraflorense que a falta de infrastruturas desportivas é um facto, quer na Freguesia quer no concelho, não que essas infrastruras não existam, elas existem : a piscina Municipal em Linda a Velha, os campos de futebol salão e os pavilhões das escolas secundarias e o mini Golfe, o problema é que contrariamente ao seria suposto essas ditas instalações desportivas criadas com os dinheiros públicos estão erradamente vocacionadas para servir as colectividades da Região que carecem de espaço para as actividades desportivas ou os interesses privados, como são por exemplo os casos do S.L.Benfica com o campo da Escola Secundária de Miraflores e do Sporting  com o campo do União de Algés, parcerias desportivas estas que supostamente trariam largos proveitos para a Escola e a colectividade mas que apenas levam os jovens talentos a troco de nada retirando ás associassões desportivas a possibilidade de angariar alguns tostões nas contrapartidas da formação em caso de contrato envolvendo quantias avultadas..
Foi desde há muito e principalmente durante os mandatos de Isaltino de Morais praticada uma politica de salve-se quem puder em relação ao direito dos cidadãos em geral e das crianças e jovens em particular ao desporto, ou seja : os campos das escolas secundarias estão alugados a instituições particulares que fazem a gestão dos recintos e o seu aluguer fora dos horários escolares, os pavilhões idem,  o Mini Golfe esta entregue á Federação e jogar só pagando mesmo, o  que resta? O campo de futebol salão entre os edifícios da Compave onde desde sempre se jogaram as grandes foteboladas das nossas juventude. esse recinto foi á poucos anos remodelado e restaurado muito por pressão do comdominio das garagens da Compave junto da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia.


 Para concluir resta me criticar duramente a Câmara de Oeiras e a junta de Freguesia de Algés por nada fazerem para alterarem este estado de coisas, cedendo aos interesses imobiliários sem se preocuparem com o bem estar das populações, segundo Isaltino de Morais esta zona não tem necessidade de apoio desportivo visto ser uma zona onde todos têm dinheiro para pagar a pratica de desportos, ou seja são todos ricos... basta dar um rápido olhar pelo concelho de Oeiras para se ver a diferença de procedimentos quanto a esta questão.
 Será que tantos anos depois continua a restar aos nosso filhos jogarem a bola com balizas feitas com calhaus e jogar á macaca com o jogo pintado a giz no chão? Aparentemente sim, se ninguém nada fizer.

Fotografia do único espaço destinado á pratica do desporto livre e sem custos em Miraflores, nos Edifícios Compave é fruto da inteligente visão dos construtores em dotar os prédios de um espaço de lazer e desporto, hoje é um espaço aberto ao publico e mais ou menos conservado fruto da parceria entre o Condomínio e a Edilidade, muito pouco ou quase nada para uma localidade com uma densidade populacional como a de Miraflores




De qualquer forma do meio das trevas muitas vezes saem exemplos de iniciativa, em Miraflores após o lançamento da campanha do banco Milenium que foi filmada nas traseiras da Av dos Bombeiros Voluntários com um praticante de Parkour, a modalidade que apenas requer cimento e plataformas estranhas para a sua pratica teve um verdadeiro boom na localidade tendo já alguns praticantes de topo da modalidade, uma gota de agua no oceano mas uma luz no fundo do túnel Municipal, aqui fica a minha homenagem a estes miúdos cheios de iniciativa, o Município nada faz ...um gajo inventa !

 Anuncio Banco Milenium em Miraflores



 Jam do início do ano em Miraflores


Jam em Miraflores
PARKOUR Miraflores

Entrevista em Miraflores - pica RTP2 

 TVI reportagem parkour em Miraflores

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Miniaturas e Dollshouses no Palacio Ribamar

Palácio Ribamar Algés,6,7 e 8 de Maio 2011 

 Feira iniaturas 2011m


Nos dias 6, 7 e 8 de Maio realiza-se a 1ª Feira Internacional de Miniaturas em Portugal no Palácio de Ribamar em Algés.


O Palácio de Ribamar situa-se na Alameda Hermano Patrone em Algés.

Horário:


sexta-feira das 15h00 ás 19h00


Sabado e Domingo: das 11h00 ás 19h00


Vejam o blog da Feira para mais informações


Entrada é grátis
Mapa e coordenadas do Palacio Ribamar basta clicar AQUI 

sábado, 30 de abril de 2011

Quem se lembra? Um estimular da memória Miraflorense

Quem se lembra ... deste espaço? Agredeciamos comentários e caso alguém tenha info sobre o cinema fotos, bilhetes cinema etc que nos enviassem, os dados e multimédia sobre este espaço são praticamente inexistentes


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Parque da Quinta de Santo António reactiva finalmente o sistema de Agua tricentenário




Foi com agrado que verificamos que finalmente o sistema de rega e abastecimento de Águas tricentenário (pelo menos) foi activado, acrescentando um toque de frescura e subtileza a um espaço único na freguesia.
É de recordar que o sistema de Agua instalado é deveras interessante e é de facto algo a ver com os próprios olhos. O sistema tem inicio em duas nascentes existentes no cimo da quinta (nascentes essas que chegaram a despertar o interesse do empresário Sousa Cintra levando mesmo á aquisição da Quinta) e não tem custos uma vez que a Agua brota da pedra directamente para o sistema o ano inteiro, possibilitando até a manutenção da rega do parque de forma gratuita, não se percebe portanto o porque de não estar em funcionamento o ano inteiro. Quer deixar aqui um alarme aos moradores e Miraflorenses de gema, como eu já suspeitava o compromisso da empresa que adquiriu o Solar da Quinta de Santo António não esta a cumprir a obrigação de preservar o imóvel e a herança histórica da localidade, é visível a degradação de tudo quando é de interesse histórico naquele espaço como os azulejos junto ao tanque de retenção (nº 2 no mapa abaixo),que até já nem esta ligado ao sistema de Águas geral o que ´uma autentica vergonha, (um destes dias a Gazeta vai se deslocar ao Solar e questionar a Empresa quanto á preservação deste património da Freguesia) enquanto que o edifício de escritórios foi pintado recentemente e foram feitas obras para destruir o que a Câmara de Oeiras tinha construído como o mini anfiteatro.
Aqui deixamos um breve exposição do que é o sistema de Agua da Quinta de Santo António


1 - tanque retenção
2 - tanque de retenção
3 - poço
4 - sistema de caleiras
5
6 - pequeno tanque
7 - mina de agua
8 - deposito de Agua e poço



.
A Agua é um elemento de extrema importancia pois devido á sua versatilidade de forma, de disposição e de cor, e ao seu leque de efeitos, é sempre fonte de beleza e magia na paisagem, tendo uma influencia misteriosa sobre a mente humana


A Agua desenha-se desde o inicio da construção de jardins como elemento primordial, condicionando a forma em função do espaço

nesta quinta a Agua era captada através de uma mina que se encontrava a montante, armazenada no reservatório e conduzida por um sistema de caleiras, até aos tanques existentes, a função pratica da utilização do elemento Agua para alem da sua aplicação pratica na rega,está, também, associada ao recreio,estadia e lazer





A quinta de Santo António como quinta de recreio, teria assim uma dupla função de produção agricola e de lazer, tirando partido das estruturas de condução e armazenamento da Agua para locais de estadia e contemplação






A água já corre nas caleiras ao fim de anos de inactivação

Poço e restos do que parece ser um moinho de Água ou torre elevatória

Nesta fotografia notam-se claramente as caleiras para deslocação das Aguas até ao Lago