quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conflito com Restaurante Brasinhas da Guia continua

 conflito entre a Gazeta e o Restaurante Brasinhas da Guia continua, após a abusiva colocação de publicidade num monumento da localidade há cerca de dois meses, aqui reportada num post anterior, o proprietario do referido Restaurante voltou á carga desta vez fazendo uso abusivo da Oliveira bicentenária situada no meio da Alameda Fernão Lopes, no local onde anteriormente se situava a rotunda de entrada para a Av das Tulipas, ora da primeira vez a Gazeta apenas se deslocou ao Restaurante e providenciou a rápida remoção da publicidade abusivamente colocada em cima da estátua, mas uma vez que a cena se repete demonstrando este Sr. uma total falta de respeito pela localidade e pelas leis a Gazeta passou á acção, foi enviado um Email com um registo fotográfico das duas situações requerendo a remoção do painel de viril atado por arames á nossa Oliveira par a CMOeiras,  Policia Municipal e Junta de Freguesia de Algés solicitando que este Sr seja penalizado com coima, esperamos desenvolvimentos e a rápida resolução da situação, caso nada seja feito o que não era novidade nenhuma iremos providenciar o desaparecimento do dito placar e efectuar uma retaliação á medida do abuso.
Comerciantes como este não trazem nada de bom para uma localidade que sempre primou pelo bom convívio ente comercio e habitantes e não fazem  falta nenhuma, a sua arrogância em ser reincidente com a mesma atitude de abuso do espaço publico é de  facto revoltante e o facto de todos os dias varias viaturas da Policia Municipal e P.S.P. passarem por lá sem nada fazer também.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Vandalismo regressa á região Algés / Linda a Velha

mos de volta a destruição de mobiliário urbano e os actos de vandalismo á região, em tempos de verão os residentes do Bairro de Outurela voltam á carga e mais uma vez destruíram equipamento urbano de utilidade publica, segundo testemunhas oculares de regresso da praia um vasto grupo de residentes de origem africana, desceu do autocarro e começou a apedrejar carros que passavam e a assaltar pessoas no caminho para o bairro (a festa do costume) pelo caminho, incendiaram um dos vidrões colocados em frente ao Centro Comercial Torre das Flores, aqui fica a minha critica ás forças Policiais por nada fazerem, todos os Verões esta cena se repete pelo que não á desculpa para não haver prevenção e repressão deste tipo de verdadeira selvajaria social, aqui deixo a minha chamada de atenção e o registo fotográfico


Parque Urbano de Miraflores dá frutos

Em passeio no Parque Urbanos de Miraflores com a familia fiquei agradavelmente surpreendido com a presença de varios frutos rebentos das plantas colocadas á uns anos (quando da criação do Parque) junto á Ria, depois de termos verificado com agrado a presença de plantas de fruto silvestres como os morangos e de flores selvagens raras neste local, verificamos este ano pela primeira vez a presença de UVAS e tomates. os tomateiros posso dizer que estão com um aspecto optimo e carregados de frutos as uvas, provamos e são excelentes :-), estaremos nós a um passo de... termos vinho de Miraflores?
Todos nós sabemos que a area que envolve a Ria de Algés junto a Miraflores foi desde sempre uma area dedicada ao cultivo sendo mesmo considerada em varios documentos que analisamos como muito fertil e de "grande genorisidade", temos noticias através de um documento de venda ao Exercito de uma grande quantidade de pipas de vinho tinto e branco no inicio do Sec XX, o que nos indica com certeza que havia produção vinicula na zona, seria interessantissimo voltarmos a ter vinhaça de Algés não vos parece?


Iniciiativa do Dia da Arvore Dolce Vitta um ano depois esta morta

A iniciativa do Centro Comercial Dolce Vitta em Miraflores por alturas do dia da Árvore em 2010 prometia uma vez que promovia o cultivo de árvores nas imediações do shopping pelas mão de alunos das diversas escolas que existem nas imediações, as árvores foram plantadas nos canteiros e placas comemorativas colocadas nos locais, a questão é que a gerência do shopping por razões não reveladas após ser questionada pela Gazeta pura e simplesmente deixou de regar as ditas árvores, ora sem agua os pequenos rebentos pura e simplesmente morreram.
é curioso como estas pequenas coisas que engrandecem uma localidade são deixadas morrer sem dó nem piedade, as árvores e a iniciativa... aqui deixo o registo fotográfico daquilo que resta do que poderia ser algo positivo e que se transformou num aborto

Como podem ver, as placas existem, os canteiros também... e as árvores?

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Diligência para Carnaxide e o Metro até Algés

Aconselhamos a todos os que se interessam pela historia da região e do Concelho a leitura deste excelente artigo de Jaime Casimiro sobre os transportes públicos, boa leitura.  
 



segunda-feira, 6 de junho de 2011

A PRÉ-HISTÓRIA DE OEIRAS


As excelentes condições naturais oferecidas pela zona ribeirinha do estuário do Tejo – clima ameno, abundância de água, bons solos agrícolas a par de uma posição geográfica privilegiada, foram desde a Pré-História factores determinantes para a fixação
das populações. A existência, no interior, de alguns “cabeços” ou altos, proporcionaram o estabelecimento de alguns núcleos castrenses agro-pastoris. É exemplo deste tipo de ocupação o Castro Eneolítico de Leceia, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1963. As escavações arqueológicas aqui efectuadas evidenciam um conjunto de estruturas habitacionais e defensivas do Calcolítico Inicial. A este importante legado pré-histórico pode acrescentar-se a Gruta da Ponte da Laje (ocupada pelo homem desde o Paleolítico à Idade do Ferro) e a jazida de Outurela, datada da Idade do Ferro.


Do Castro de Leceia às paisagens actuais.



A datação das peças encontradas nas escavações que têm sido realizadas no Carrascal em Leceia, sob a direcção do Arqueólogo João Cardoso, apontam para a ocupação humana desta zona já no quinto milénio antes de Cristo, provando que esta região já era habitada muito antes de ser edificado o Povoado Fortificado de Leceia.

Parte da muralha fortificada

Vestigios de uma habitação

Publicação da Camara de Oeiras sobre o Castro


Nas escavações realizadas este ano, em que participaram alunos da Universidade Aberta de Lisboa, da Universidade Nova e antigos alunos, já formados em História, da Universidade Autónoma, foram encontradas peças raras, mesmo no contexto internacional.

Tratam-se de polidores para machados, muito raros no Neolítico Antigo, mas também da mesma época, encontraram-se fragmentos de cerâmica decorados.

Segundo João Cardoso, estes achados provam que estes povos já eram bastante evoluídos e deviam ter nesta zona uma grande produção de peças de sílex, uma matéria-prima de muito valor na fabricação de artefactos.

Ainda segundo João Cardoso, as informações recolhidas nesta zona arqueológica, vão dar um importante contributo para o conhecimento das primeiras comunidades agrícolas no contexto nacional e europeu.

O sucesso das escavações deste ano deve-se também, segundo João Cardoso, ao apoio da Câmara de Oeiras, não só pelos subsídios, mas também pelo apoio logístico, como a retirada de terras, que de outra forma obrigariam a prolongar muito mais o tempo das escavações.


A descoberta de materiais originários da Fenícia indiciam o estabelecimento de relações comerciais com regiões do Mediterrâneo, facto que se prende com a posição privilegiada de Oeiras no estuário do Rio Tejo.


 
"Uma escavação no concelho de Oeiras, em Leceia, permitiu identificar as mais antigas peças em marfim em Portugal, num povoado pré-histórico com cerca de 11 mil metros quadrados, que hoje está integralmente à vista.

As várias peças encontradas, originárias da África, são de marfim em bruto e de produtos manufacturados com este material, e datam dos anos 2700 a.C a 2500 a.C. Com esta descoberta, os arqueólogos conseguiram provar que já nessa altura existiriam trocas comerciais, incluindo de bens de luxo, entre as zonas costeiras de Portugal e Espanha e o continente africano e asiático.
“A reunião entre os especialistas permitiu demonstrar a existência de trabalhos em marfim na pré-história”, afirma João Luís Cardoso, arqueólogo que participou nos trabalhos de escavação no povoado de Leceia, e que publicou os resultados da sua investigação na mais recente edição da revista científica “Antiquity”. “No caso das peças encontradas e que foram analisadas na Alemanha, o marfim vinha do norte de África, ou excepcionalmente do aproveitamento de um dente fóssil de um elefante”.
No entanto, este estudo não se centrou só em Portugal. Em Espanha, na região da Andaluzia oriental, Almería, o povoado Los Millares e as suas sepulturas demonstraram a existência de peças de marfim produzidas do elefante asiático. “Isto significa que tinham de vir do mediterrâneo oriental”, explica o arqueólogo, que é também professor na Universidade Aberta. E salienta: “É a primeira vez que se documenta a origem deste comércio, que no fundo atravessa todo o Mediterrâneo, relativamente à presença desse elefante. Já nessa altura havia um comércio a longa distância”.
João Luís Cardoso esclarece que já era do conhecimento daqueles que estudam este tema que, nessa altura, haveria relações comerciais entre os continentes por causa da afinidade das peças de carácter religioso, por exemplo. Porém, não havia a consciência de que tais relações seriam tão extensas. “Agora é possível demonstrar essas relações sobre a forma de marfim em bruto ou peças manufacturadas”.
Estas descobertas revelam também que na Idade do Cobre as sociedades já eram bastantes diferenciadas socialmente, pois os produtos de marfim que foram encontrados destinavam-se a pessoas de um nível social mais alto. “Não eram todas as pessoas que tinham acesso a essas peças de luxo”, diz João Cardoso. A maior parte das peças encontradas são alfinetes grandes, de toucado, feitos de marfim do elefante asiático. É desde logo inegável a relação comercial com o mediterrâneo oriental. Tais produtos só terão chegado à Península Ibérica através da travessia do estreito de Gibraltar.
Este trabalho arqueológico especializado só foi possível devido à contribuição de vários elementos. Os alemães Thomas Schuhmacher e Arun Banerjee fizeram parte da equipa e as escavações foram patrocinadas pela câmara municipal de Oeiras, por meio do centro de estudos arqueológicos do concelho. “É uma colaboração internacional que beneficia a arqueologia portuguesa”, destaca João Luís Cardoso."

*Publicado no Jornal Público de 13.01.2010 




Gruta da Ponte da Laje

 

Situada junto à margem esqª. da Ribeira da Lage, esta pequena gruta, com a forma de um corredor irregular e sinuoso, foi ocupada pelo homem durante largo tempo, desde o Paleolítico até à Idade do Ferro. As indústrias mais antigas aí recolhidas datam do Mustierense. Durante o Paleolítico Superior a gruta foi densamente ocupada, tendo-se encontrado várias indústrias, de que salientamos os materiais dos níveis solutrenses. Encontram-se aí também vestígios de enterramentos neolíticos, espólio com carácter Isticas da cultura campaniforme e cerâmicas das Idades do Bronze e Ferro. Os materiais encontram-se expostos no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal.
Na povoação de Ponte da Lage junto à ponte sobre a Ribeira da Lage. Chega-se a este lugar através de um desvio na estrada Oeiras – Porto Salvo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Munícipes de Oeiras manifestaram-se contra as condições "vergonhosas" do canil Municipal



Oeiras, 14 mai (Lusa) -- Dezenas de munícipes de Oeiras manifestaram-se hoje em frente à Câmara contra as condições "vergonhosas" do canil municipal, exigindo à autarquia que tome medidas em defesa dos animais, através da construção de um novo abrigo.
A porta-voz Grupo da Campanha Nacional de Esterilização de Cães e Gatos Abandonados, Maria Meyer, explicou à agência Lusa que o canil municipal de Oeiras não tem condições para acolher os animais abandonados.
 
"Não deixam entrar voluntários no canil, não nos deixam colaborar, não aumentam as esterilizações, não há campanhas de adoção, portanto, é preciso que façam alguma coisa para melhorar as condições dos animais", afirmou a responsável.



Há mais de um ano em conversações com a Câmara de Oeiras sobre a necessidade urgente de se concluir a construção do novo canil em Vila Fria, já que o atual situa-se em instalações provisórias de um antigo matadouro, Maria Meyer disse estar "cansada de esperar por ver ações concretas".
"O próprio vereador já nos deu razão, já admitiu que as condições são vergonhosas. Se por um lado temos esperança porque ele assume, com certeza, que vai mudar, por outro estamos à espera de uma mudança radical e rápida e a verdade é que nada se passa", lamentou.
Com faixas e cartazes envergadas, dezenas de pessoas gritaram hoje pelos direitos dos animais, prometendo continuar a lutar para que este flagelo diminua.
O protesto em defesa dos animais juntou várias gerações e quem passava de carro não ficava indiferente, acabando também por se manifestar.
"Os animais também sofrem", "basta de matar, deixem adoptar", "deixem-nos entrar, nós sabemos ajudar", foram algumas das mensagens deixadas pelos manifestantes.



 Declarações de um dos organizadores do protesto :

"Este protesto surge depois de um ano de conversações entre a Câmara Municipal de Oeiras e um grupo de munícipes que tentou, por todas as vias de diálogo e cooperação, conseguir condições de bem-estar para os animais capturados pelo canil municipal de Oeiras.
Foram várias as sugestões que fizemos no sentido do Município de Oeiras ser também à frente nas questões que se prendem com o bem-estar animal.
. Pedimos que parassem com o abate de animais e que optassem pela esterilização dos mesmos;
. Pedimos que nos deixassem entrar no canil municipal para, através do nosso voluntariado, conseguirmos encontrar donos para os animais capturados;
. Pedimos para que, de uma vez por todas, se termine a obra (infindável) do canil de Vila Fria, para que os animais deixem de estar no matadouro, local esse que não apresenta as menores condições para lá manter os animais... pedimos, sugerimos, oferecemo-nos, pedimos, sugerimos, oferecemo-nos. Os resultados foram sempre os mesmos: blá blá blá.

Resolvemos por isso avançar para um protesto onde mostraremos a nossa indignação. Contamos com todos aqueles que gostam de animais e até com os que não gostam, pois a esterilização é a única forma eficaz de controlar as populações de animais domésticos e errantes."