Escrever mais para quê Com um Texto destes esta tudo escrito nem vale a pena reescrever nem investigar mais, deixo-vos entao com as linhas do ilustre Jaime Casemiro sobre o misterioso túmulo romano de Linda-a-Velha.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Câmara de Oeiras investe milhões em estátuas
A Câmara de Oeiras já investiu cerca de três milhões de euros só em estátuas para o Parque dos Poetas, tendo o escultor Francisco Simões ganho dois ajustes directos que totalizam 66% desse valor.
A preferência do edil Isaltino Morais por Simões é justificada pelo facto de ter sido o escultor, juntamente com o escritor David Mourão-Ferreira, um dos mentores daquele parque verde dedicado à literatura portuguesa.
O último contrato realizado entre a autarquia e Francisco Simões foi um ajuste directo de 850 mil euros, em Setembro do ano passado, para a concepção de 15 estátuas – 14 ninfas e um busto em bronze do poeta Luiz Vaz de Camões – que serão colocadas na extremidade Sul daquele parque temático de Oeiras.

Na proposta de deliberação levada a reunião de Câmara pelo próprio Isaltino Morais, o autarca fez questão de enfatizar a «intrínseca ligação (de Simões) à concretização da ideia do Parque dos Poetas». Este tem sido, aliás, o argumento formal da autarquia para não realizar um concurso público.
Aprovado por unanimidade, este é o segundo ajuste directo realizado a Francisco Simões. O primeiro ocorreu em Setembro de 2001, altura em que o Parque dos Poetas começou a ser construído, e custou cerca de um milhão de euros. Simões foi então incumbido de construir 20 esculturas que ornamentaram a chamada 1.ª fase do Parque.
Na 2.ª fase da obra, adjudicada em 2009 (ano de eleições autárquicas), a Câmara de Oeiras diversificou a lista de criadores, convidando João Cutileiro e António Vidigal, entre outros, a esculpirem estátuas dos poetas portugueses mais conhecidos dos séculos XII a XIX. Os contratos, também precedidos de ajuste directo, totalizaram mais de um milhão de euros.

'Exercício de demagogia'
O desejo da autarquia de ter equipamentos públicos desenhados por escultores prestigiados levou-o igualmente a propor a contratação de Pedro Cabrita Reis para idealizar e construir o monumento que celebra os 250 anos do município. A obra custou cerca de 1,2 milhões de euros e deveria ter sido inaugurada no dia 29 de Setembro de 2011 (quando Isaltino foi preso, levando ao cancelamento da cerimónia).
O SOL questionou a Câmara de Oeiras sobre os ajustes directos realizados a Francisco Simões, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.
Amílcar Campos, vereador do PCP sem pelouro, que votou a favor das deliberações apresentadas por Isaltino Morais, defende a obra da autarquia: «A discussão sobre este ajuste directo, isolado de todo o historial do Parque, é um exercício de demagogia e populismo. Claro que estamos em crise, mas, no momento em que tudo isto foi delineado, o investimento justificava-se».
Campos considera «perfeitamente normal» a última adjudicação realizada a Simões. «É legal e o valor também é ajustado ao conjunto escultórico em causa. Saliento, aliás, que uma obra de arte não se adquire por concurso público», sublinha Campos. «Por outro lado, haja ou não qualquer intenção de favorecimento (que eu desconheço), é importante sublinhar que o mestre Francisco Simões é um dos mentores do Parque dos Poetas».
luis.rosa@sol.ptsonia.graca@sol.pt
quinta-feira, 1 de março de 2012
O Centro de Saúde de Algés vai finalmente arrancar em Setembro de 2012
O Centro de Saúde de Algés, em Oeiras, cuja construção foi adiada por chumbo do Tribunal de Contas, deverá arrancar em Setembro, após aprovação camarária da reprogramação financeira do projecto, que está já em concurso público, avança a agência Lusa.
Segundo o director do Departamento de Projectos Especiais, Pedro Carrilho, o projecto, cujo caderno de encargos foi chumbado em Dezembro de 2010 pelo Tribunal de Contas (coisa estranha porque se sabe que foi feita uma Assembleia extraordinaria no Município de Oeiras para aprovar o desvio de fundos do Centro de Saúde de Algés para a 3ª fase do Parque dos Poetas), foi sujeito a uma reprogramação financeira aprovada em reunião de câmara municipal.
"A empreitada foi já lançada a concurso público, que deverá ter uma duração de nove meses, portanto prevemos que a construção do Centro de Saúde de Algés possa arrancar já em Setembro", afirmou Pedro Carrilho à Lusa.
A obra, que deverá ter a duração de dois anos, implicará um investimento municipal de quatro milhões de euros.
O lançamento da obra foi anunciado no final de Maio de 2009, estando prevista a conclusão da unidade para dois anos depois. Contudo, o chumbo do Tribunal de Contas atrasou os trabalhos.
O equipamento vai servir 28.000 utentes, 2.000 deles sem médico de família, e precisará de sete novos médicos para colmatar a carência de clínicos naquela zona.
Quero lembrar aqui que a construção do Centro de Saúde de Algés é obra prometida desde os finais dos anos 70 do Séc passado e é coisas que fez correr muito sumo e que envolveu muitas movimentações de bastidores, para ser sincero só quando o vir de pé é que acredito, uma vez que a primeira pedra foi lançada com pompa e circunstancia pelo Sr Isaltino de Morais Dia 27 de Maio 2009 pelas 12h30 e já vamos em 2012 e de construção nada.
O Centro de Saúde de Algés está actualmente instalado num edifício de habitação colectiva localizado no nº 20 da Rua Damião de Góis em Algés, o qual desde início se revelou inapropriado para albergar um serviço com este tipo de exigênciasO espaço é exíguo, caótico e desordenado, levando a que a Câmara Municipal de Oeiras em consonância com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, se propusesse intervir com o intuito de criar de raiz um edifício capaz de albergar nas melhores condições possíveis as valências que a pratica médica actualmente exige.
O local escolhido para a construção do novo edifício, situa-se na Rua Dr. Manuel Arriaga em plena baixa de Algés. O lote em questão, de características iminentemente urbanas, insere-se numa malha consolidada e de elevada densidade, com edifícios de grandes volumetrias, que variam entre os 4 pisos (Rua Dr. Manuel Arriaga ) e os 13 pisos (Avenida dos Bombeiros Voluntários).
O novo edifício encostará à empena de um prédio já existente, desenvolvendo-se para o interior do lote. A intervenção proposta irá assim permitir a requalificação da travessa que liga este arruamento à Avenida dos Bombeiros Voluntários, bem como do interior de todo o quarteirão.
O edifício adopta uma linguagem moderna de linhas depuradas, desenvolvendo-se em 6 pisos acima do solo (2194 m2) e 3 em cave destinados a estacionamento (76 lugares – 3594 m2), num total de 5788 m2 de área bruta.
Em termos funcionais, a organização é estruturada por pisos, correspondendo a cada nível uma função distinta, assumindo-se assim uma separação de percursos, funcionalidades, atendimentos e usos.
Para a construção deste edifício, foi lançado um Concurso Público para a execução da empreitada ao abrigo do Código dos Contractos Públicos anexo ao Decreto-Lei 18/2008 de 29 de Janeiro, cujo anúncio foi publicado a 24 de Julho de 2009.
Foram recepcionados e admitidos 20 concorrentes, tendo na fase de análise das propostas sido excluídos 12 por não terem respondido na totalidade à lista de preços unitários patente em concurso.
Da análise das propostas apresentadas e mediante os critérios estabelecidos, foi adjudicada a empreitada ao concorrente classificado em 1º lugar, a empresa “MANUEL RODRIGUES GOUVEIA, S.A.” com uma proposta no valor de € 3.884.989,50 (IVA incluído).
Previa-se que o início da obra para dia 27 de Maio 2009 e teria a duração de 24 meses, quanto ao novo concurso, nada se sabe, está ainda no segredo dos deuses camarários (como sempre), mal haja noticias quanto a esta questão elas serão publicadas aqui.
SANTA CATARINA DE RIBAMAR Escola de canto no tempo de D. João V
"No reinado de D. João V, no de D. José ou mesmo no de D.Maria I, os vultos mais destacados da música (erudita ou sacra) portuguesa, frutificaram no seu trabalho "à sombra" das sés, das capelas ou das abadias existentes por esse país fora".
D. Giovanni Giorgio natural de Veneza, foi contratado por D. João V em 1729 para dirigir a escola de canto religioso no Convento de Santa Catarina de Ribamar.
"...É autor de vários livros de solfejo, tendo composto ainda numerosos trabalhos de música sacra.(...). Admite-se que a data da morte deste compositor se situe por volta de 1761. Deixou mais de três centenas de composições".
(Matos, Manuel Cadafaz de, A música em Portugal no tempo de D. José in Revista História, nº 53, Março de 1983, pp 71 e 73)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O Projecto do Lisbon Medical Park
Área: 33.325 m² acima do solo e 50.000 abaixo do solo
Segundo adiantou à Lusa fonte da autarquia, o futuro Hospital de Oeiras - Lisbon Medical Park - terá cerca de 80 camas, quatro salas para grandes intervenções cirúrgicas e quatro salas de serviço ambulatório, investigação clínica, diagnósticos e tratamentos especiais, clínicas, cirurgia e internamento, central de consultas e internamentos de idosos para vida assistida. A unidade integrará seis edifícios.
O empreendimento, cuja construção foi aprovada pelo executivo de Oeiras, vai incluir: 80 camas; quatro salas de operações para grandes intervenções; quatro salas de serviço ambulatório; investigação clínica; diagnósticos e tratamentos especiais; clínicas; cirurgia e internamento; central de consultas; e internamentos de idosos para vida assistida.
Com a nova unidade hospitalar, o grupo Sheean Medical Corporation — responsável pela construção e gestão de hospitais na Irlanda e na Polónia —, pretende criar um espaço "para uma medicina de excelência", com "meios tecnológicos avançados", "competência médico-cirúrgica relevante" e clínicas dedicadas a mais de 15 especialidades, explicou a mesma fonte.
Entre os 1250 postos de trabalho directos previstos encontra-se "um significativo" número de investigadores, que se dedicarão sobretudo a desenvolver projectos associados à Fundação de Assistência e Pesquisa em Auto-Imunidade.
Para o presidente da autarquia, Isaltino Morais, esta é uma grande oportunidade para o município expandir as suas capacidades de atendimento ao público. "É uma obra de qualidade inegável, com especialidades que vão da oncologia à geriatria, entre muitas outras, e vai contribuir para a construção de um 'cluster' de saúde no concelho de Oeiras".
Entre os 1250 postos de trabalho directos previstos encontra-se "um significativo" número de investigadores, que se dedicarão sobretudo a desenvolver projectos associados à Fundação de Assistência e Pesquisa em Auto-Imunidade.
Para o presidente da autarquia, Isaltino Morais, esta é uma grande oportunidade para o município expandir as suas capacidades de atendimento ao público. "É uma obra de qualidade inegável, com especialidades que vão da oncologia à geriatria, entre muitas outras, e vai contribuir para a construção de um 'cluster' de saúde no concelho de Oeiras".
veja as imagens do projecto
Anos 20 O Bairro Soares em Algés
Imagem: Projecto do Bairro Soares em Algés (anúncio ao referido Bairro no Jornal Debate de 4 de Março de 1923).
"Anos 20 -O Bairro Soares formou-se à custa de terrenos que haviam pertencido ao lavrador Eduardo Augusto Pedroso e de outras parcelas de que era proprietário Manuel Matias e que ficaram adjacentes à "Vila Matias" e de um talhão pertencente ao parque Ribamar.
Para a compra do terreno do "Bairro Soares", cuja transacção importou em cerca de 100 contos, formou-se uma sociedade por quotas intitulada Bairro Soares Lda. da qual fizeram parte mais de uma dezena de moradores de Algés".
Alves, Maria Paula Picciochi A, Algés, metodologia para uma planificação arquitectónico-urbanística do núcleo urbano, Secretaria de Estado da Cultura, Lisboa, 1979, pp. 72 e 73
"Anos 20 -O Bairro Soares formou-se à custa de terrenos que haviam pertencido ao lavrador Eduardo Augusto Pedroso e de outras parcelas de que era proprietário Manuel Matias e que ficaram adjacentes à "Vila Matias" e de um talhão pertencente ao parque Ribamar.
Para a compra do terreno do "Bairro Soares", cuja transacção importou em cerca de 100 contos, formou-se uma sociedade por quotas intitulada Bairro Soares Lda. da qual fizeram parte mais de uma dezena de moradores de Algés".
Alves, Maria Paula Picciochi A, Algés, metodologia para uma planificação arquitectónico-urbanística do núcleo urbano, Secretaria de Estado da Cultura, Lisboa, 1979, pp. 72 e 73
ALGÉS Zona ribeirinha renasce com Centro Náutico
(in jornal da Região)
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