domingo, 11 de março de 2012

NORTON DE MATOS – CARTA A CUNHA LEAL SOBRE A INFILTRAÇÃO COMUNISTA NAS FORÇAS ARMADAS E A SITUAÇÃO POLÍTICA (ALGÉS, 4 DE NOVEMBRO DE 1927)

















sexta-feira, 9 de março de 2012

Praça de Touros de Algés (1895 - 1974)


Um dia as minhas navegações na internet levaram me a ler estas linhas de um livro de Alice Vieira, António Pedro Ferreira (que nem sabiam que a praça foi demolida em 1974 e não nos anos 60) que a seguir publico, a coisa mexeu tanto comigo que...nesse mesmo dia decidi que não iria deixar cair no esquecimento a Historia da Praça de Toiros de Algés

Esta Lisboa - Resultado da pesquisa de livros do Google

books.google.pt/books?isbn=9722108697...Alice Vieira, António Pedro Ferreira - 1993 - History - 200 páginas
Sabe-se, no entanto, da existência de outra praça de touros que, em meados ...construído à entrada de Algés. Mas este acabou por ser demolido em 1960, e até ...Não lhes chamavam assim, evidentemente, nem mereceram ficar na história...




“ Vae construir-se muito brevemente em Algés ao norte da estrada real uma nova praça de touros.
Consta-nos que será um vasto e bem construido circo. O seu custo está orçado em cinquenta contos de rèis.
A praça fica n’ un sitio magnifico de onde se disfructa um lindo panorama de terra e mar - muito accessivel e para onde ha transportes faceis, commodos e baratos. Por tudo isto será ella ‘preferida à do Campo Pequeno para onde os transportes são difficeis e caros. “(1)

Em 5 de Outubro de 1893 era assim noticiada na imprensa regional ,a construção da Praça de Touros de Algés. Construída por um grupo de socios do Real Clube Tauromáquico é inaugurada a 23 de Maio de 1895 com capacidade para 7 500 espectadores.

Às vésperas da inauguração a Gazeta de Oeiras dava nota do seguinte comentário :

“ Trabalha-se activamente nas obras d’esta praça afim de se poder dar a 1ª corrida no dia 23 d’este mez.
O circo está elegantissimo. O seu risco é do distinto conductor o nosso illustre amigo o sr. Alfredo Bettencourt de Mello. É feito de cantaria e ferro tem 100 metros de raio e uma só ordem de camarotes. Circunda-o uma avenida de 20 metros de largura.
Na sua construção foram introduzidos todos os modernos aperfeiçoamentos.
O esplendido local onde está edificado, a facilidade de communicações para lá e os atractivos do mar e da campina são de certo mais que muitos para atornarem a primeira praça de touros do paiz “(2)
Após vários anos de abandono e degradação foi em 1974 demolida. O que resta do esplendor e ruina somente as fontes históricas nos deixam vislumbrar em pormenor.



(1) A Gazeta de Oeiras, nº28 , de 5 Novembro de 1893
(2) A Gazeta de Oeiras , nº 107 de 12 de Maio de 1895


Caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro in António Maria, nº 422, 30 de Maio de 1895, p64 


A historia da Praça de toiros de Algés por Manuel Andrade Guerra

A praça de toiros de Algés foi inaugurada em 1895 (3 anos depois da inauguração do Campo Pequeno), com o propósito de constituir uma alternativa à praça de Lisboa, objectivo nunca alcançado, embora se tratasse de um tauródromo com apreciável lotação (7500 espectadores), simples mas confortável, a que podia aceder-se por comboio, autocarro ou eléctrico e junto do qual estava periodicamente instalada uma animada feira.

Ali tourearam o mais importante matador do século XIX, Rafael Ortega "Guerrita", o inesquecível José Gomez Ortega "Gallito" e muitas outras Figuras do toureio a pé e a cavalo.
Em 1953, foi em Algés que o saudoso Manuel dos Santos (após a sua primeira retirada) iniciou o seu percurso empresarial. Montou magníficos carteis, mas os aficionados continuavam a preferir o Campo Pequeno e Manuel desistiu, até que em 1963 assumiu a gerência da Sociedade Campo Pequeno dando início a uma década fabulosa, os melhores anos da Monumental de Lisboa.

A mais importante efeméride, a que tive o privilégio de assistir ainda criança em 1957, foi a histórica actuação do Dr. Fernando Salgueiro, na célebre nocturna, que muitos consideram o modelo ideal do Toureio Equestre. A má gestão, em décadas anteriores, foi ditando o progressivo declínio da praça que, curiosamente, serviu de cenário a dois filmes - "A Severa" (Portugal) e a uma película policial - "Eddie em Lisboa" (França), protagonizada pelo então muito popular Eddie Constantine e estreada no Cinema Condes...
 Entretanto, Algés, assistiu à degradação da sua praça, praticamente inactiva desde 1960, embora ali se tenham realizado alguns espectáculos sem continuidade. Décadas mais tarde, ocorreu a inevitável demolição.


O filme de Eddie Constantine  "Mission Lisboa" filmado em parte na praça de toiros de Algés em  1959




partilhamos aqui tambem e para possam sentir melhor como eram as corridas nesta em tempos gloriosa praça de toiros, um excerto do filme  «A SEVERA» onde aparece a praça de Algés


«A SEVERA» - parte 7 




no Blog Oeiras local encontrei este interessante artigo de Clotilde Moreira que aqui transcrevo

A PRAÇA DE TOUROS
Uma História, lembranças e fantasia

Nos fins do século XIX foi construída a Praça de Touros de Algés, pelo clube Tauromáquico e as touradas tinham uma fama espantosa. Muitos foram os artistas de renome incluindo Manuel Casimiro conforme se lê nas Memórias da Linha de Cascais.

Quando comecei a ter atenção a esta Terra, a Praça estava velha e abandonada e, já não sei quando, foi deitada abaixo. Mas lembro-me de se falar que iam fazer um grande, grande prédio coisa para mais de vinte andares. Logo muitos mostravam estranheza que isso fosse possível pois, diziam que a ribeira que por ali passava tal não permitia. E dissertavam sobre leitos de cheia, fundações, ribeiras tapadas indevidamente. Eles falavam e eu ia ouvindo e aprendendo.



Ultimamente lá esteve o terreno abandonado, cheio de carros e lixo com uma rede à volta. Parece que tentaram levar o dono a dar-lhe um ar mais aprazível dado tratar-se de uma entrada não só de Algés, mas de todo o Município. Até parece que foi redigido um “protocolo” pela Câmara: mas nada, o abandono continuou.

Porém, parece que já encontraram uma solução: não entrando no terreno que é particular, mas na linha periférica envolvente que é área pública, foi colocada uma rede metálica que irá ser rematada com “muro” de plantas e – parece – com cartazes.

Vamos lá a ter esperança e fazer votos para que aquele sítio fique mais atraente; depois informo para virem cá ver.

Apenas uma pergunta: mesmo sendo terreno privado, mesmo não conseguindo fazer um grande negócio para que estava perspectivado, o particular não devia ter a obrigação de manter o terreno limpo e aprazível? Esta pergunta estende-se a todos os terrenos, prédios etc. que estão abandonados.



Ilustração Portuguesa N.º 430 1914

Ilustração Portuguesa N.º 745 19201

Ilustração Portuguesa N.º 868 1922 


Depois da pesquisa que fiz descobri que também havia fados e guitarradas regularmente na Praça de Algés, tendo até nomes ilustres do nosso Fado vindo tocar a Algés, aqui partilho convosco então o material que encontrei no Museu do Fado

Praça de Toiros de Algés, 1939


Canção do Sul, 1 de Agosto, 1936, p. 1




Réplica de programas de mão de touradas em Algés , 1917






1938 ASPECTO DA ASSISTÊNCIA À CORRIDA DE TOUROS EM ALGÉS, A FAVOR DO FUNDO DE ACÇÃO SOCIAL DA BRIGADA AUTOMÓVEL DA LEGIÃO PORTUGUESA.









curiosa fotografia sem data de um jogo de basquetebol ao lado da praça de Algés, provavelmente durante a feira que ali se realizava regularmente





localização da antiga praça de toiros de Algés


os meus agradecimentos sinceros á ajuda dada pelos membros da pagina do facebook Frente de Acção pró Taurina e ao Sr Manuel Andrade Guerra pelo seu excelente texto

quinta-feira, 8 de março de 2012

A origem dos nomes : Algés e Alcântara




Acontece que não é conhecida a origem, e o respectivo significado, do locativo Alge. A existência de uma antiga ponte que ligava as duas margens da ribeira, deu azo a que considerasse aquele Alge como origem árabe. Para melhor se entender esta minha opinião, permita-se-me que transcreva para aqui um ensaio acerca das pontes de Alges e Alcântara, actualmente pertença dos concelhos de Oeiras e Lisboa, respectivamente.

"Antigo arrabalde lisboeta, a freguesia de Algés faz parte do concelho de Oeiras. Quanto à origem do seu nome existe a opinião do Dr. David Lopes que apontao árabe Aljiçç, significativo de “gesso” como o seu étimo". Acontece, porém, que segundo os geólogos, a pedra onde assenta a povoação de Alge é de natureza granítica, pelo que nele não existe a pedra de gesso.
O escritor Mário Sampaio de Ribeiro produziu o seguinte comentário acerca do gesso de Algés: “
Para ensaboarem a cabeça aos árabes e o juízo aos leigos,como eu, foram chamar Algés (gipso), a um lugar onde, ainda hoje, o gesso só existe nas drogarias e nos estuques da casa”.

 A ORIGEM DOS NOMES : ALGE,ALGÉS, ALCÂNTARA

Convencido de que haveria aqui qualquer lapso, decidi, por minha conta e risco, examinar o topónimo
Algés.




Dois factos são relevantes : Algés cuja ribeira dispunha então de duas pontes e a ocidente de Algés existir antigamente uma outra importante Ribeira que nascendo em Belas, seguia pelas Portas de Benfica e pela actual Avenida de Ceuta,ia desaguar no rio Tejo. A pouca distância da sua foz, esta Ribeira era atravessada por uma ponte cuja geometria era arqueada. A este tipo de ponte arqueada davam os árabes o nome de qântara, um arabismo que iria originar o nome dado ao bairro (“Alcântara”).
Concluindo quanto venho de referir, quer o topónimode Algés quer no topónimo Alcântara,
têm a origemem palavras árabes que nomeiam os dois tipos de pontes, isto é, a ponte plana (jisr)
e a ponte arqueada (qântara). Logo tiramos a conclusão de que o nome Alge será uma corruptela do árabe "al jisr! a que corresponde o sentido de “passadiço” ou, o que é o mesmo, de "ponte plana"


à luz da minha óptica, tendo chegando a esta conclusão: O Dr. David Lopes equivocou-se, considerando o árabe “jiçç” significativo de “gesso” , em vez da palavra, igualmente árabe, “jisr” que nomeava a ponte que então ligava as margens da Ribeira de Algés. O plural da palavra árabe “jisr” é  jesur,
tendo sido com este arabismo que passou a chamar-se vila algarvia de Al-jezur,

Assim sendo a meu ver o nome Algés vem do Arabe Al jisr que significa ponte plana

quarta-feira, 7 de março de 2012

O túmulo romano de Linda-a-Velha





Escrever mais para quê Com um Texto destes esta tudo escrito nem vale a pena reescrever nem investigar mais, deixo-vos entao com as linhas do ilustre Jaime Casemiro sobre o misterioso túmulo romano de Linda-a-Velha.












Câmara de Oeiras investe milhões em estátuas





A Câmara de Oeiras já investiu cerca de três milhões de euros só em estátuas para o Parque dos Poetas, tendo o escultor Francisco Simões ganho dois ajustes directos que totalizam 66% desse valor.
A preferência do edil Isaltino Morais por Simões é justificada pelo facto de ter sido o escultor, juntamente com o escritor David Mourão-Ferreira, um dos mentores daquele parque verde dedicado à literatura portuguesa.
O último contrato realizado entre a autarquia e Francisco Simões foi um ajuste directo de 850 mil euros, em Setembro do ano passado, para a concepção de 15 estátuas – 14 ninfas e um busto em bronze do poeta Luiz Vaz de Camões – que serão colocadas na extremidade Sul daquele parque temático de Oeiras.













Na proposta de deliberação levada a reunião de Câmara pelo próprio Isaltino Morais, o autarca fez questão de enfatizar a «intrínseca ligação (de Simões) à concretização da ideia do Parque dos Poetas». Este tem sido, aliás, o argumento formal da autarquia para não realizar um concurso público.
Aprovado por unanimidade, este é o segundo ajuste directo realizado a Francisco Simões. O primeiro ocorreu em Setembro de 2001, altura em que o Parque dos Poetas começou a ser construído, e custou cerca de um milhão de euros. Simões foi então incumbido de construir 20 esculturas que ornamentaram a chamada 1.ª fase do Parque.


Na 2.ª fase da obra, adjudicada em 2009 (ano de eleições autárquicas), a Câmara de Oeiras diversificou a lista de criadores, convidando João Cutileiro e António Vidigal, entre outros, a esculpirem estátuas dos poetas portugueses mais conhecidos dos séculos XII a XIX. Os contratos, também precedidos de ajuste directo, totalizaram mais de um milhão de euros.



'Exercício de demagogia'

O desejo da autarquia de ter equipamentos públicos desenhados por escultores prestigiados levou-o igualmente a propor a contratação de Pedro Cabrita Reis para idealizar e construir o monumento que celebra os 250 anos do município. A obra custou cerca de 1,2 milhões de euros e deveria ter sido inaugurada no dia 29 de Setembro de 2011 (quando Isaltino foi preso, levando ao cancelamento da cerimónia).
O SOL questionou a Câmara de Oeiras sobre os ajustes directos realizados a Francisco Simões, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.


Amílcar Campos, vereador do PCP sem pelouro, que votou a favor das deliberações apresentadas por Isaltino Morais, defende a obra da autarquia: «A discussão sobre este ajuste directo, isolado de todo o historial do Parque, é um exercício de demagogia e populismo. Claro que estamos em crise, mas, no momento em que tudo isto foi delineado, o investimento justificava-se».
Campos considera «perfeitamente normal» a última adjudicação realizada a Simões. «É legal e o valor também é ajustado ao conjunto escultórico em causa. Saliento, aliás, que uma obra de arte não se adquire por concurso público», sublinha Campos. «Por outro lado, haja ou não qualquer intenção de favorecimento (que eu desconheço), é importante sublinhar que o mestre Francisco Simões é um dos mentores do Parque dos Poetas».

luis.rosa@sol.ptsonia.graca@sol.pt


quinta-feira, 1 de março de 2012

O Centro de Saúde de Algés vai finalmente arrancar em Setembro de 2012



O Centro de Saúde de Algés, em Oeiras, cuja construção foi adiada por chumbo do Tribunal de Contas, deverá arrancar em Setembro, após aprovação camarária da reprogramação financeira do projecto, que está já em concurso público, avança a agência Lusa.

Segundo o director do Departamento de Projectos Especiais, Pedro Carrilho, o projecto, cujo caderno de encargos foi chumbado em Dezembro de 2010 pelo Tribunal de Contas (coisa estranha porque se sabe que foi feita uma Assembleia extraordinaria no Município de Oeiras para aprovar o desvio de fundos do Centro de Saúde de Algés para a 3ª fase do Parque dos Poetas), foi sujeito a uma reprogramação financeira aprovada em reunião de câmara municipal.
"A empreitada foi já lançada a concurso público, que deverá ter uma duração de nove meses, portanto prevemos que a construção do Centro de Saúde de Algés possa arrancar já em Setembro", afirmou Pedro Carrilho à Lusa.
A obra, que deverá ter a duração de dois anos, implicará um investimento municipal de quatro milhões de euros.
O lançamento da obra foi anunciado no final de Maio de 2009, estando prevista a conclusão da unidade para dois anos depois. Contudo, o chumbo do Tribunal de Contas atrasou os trabalhos.
O equipamento vai servir 28.000 utentes, 2.000 deles sem médico de família, e precisará de sete novos médicos para colmatar a carência de clínicos naquela zona.

Quero lembrar aqui que a construção do Centro de Saúde de Algés é obra prometida desde os finais dos anos 70 do Séc passado e é coisas que fez correr muito sumo e que envolveu muitas movimentações de bastidores, para ser sincero só quando o vir de pé é que acredito, uma vez que a primeira pedra foi lançada com pompa e circunstancia pelo Sr Isaltino de Morais Dia 27 de Maio 2009 pelas 12h30 e já vamos em 2012 e de construção nada.
O Centro de Saúde de Algés está actualmente instalado num edifício de habitação colectiva localizado no nº 20 da Rua Damião de Góis em Algés, o qual desde início se revelou inapropriado para albergar um serviço com este tipo de exigências
O espaço é exíguo, caótico e desordenado, levando a que a Câmara Municipal de Oeiras em consonância com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, se propusesse intervir com o intuito de criar de raiz um edifício capaz de albergar nas melhores condições possíveis as valências que a pratica médica actualmente exige.
O local escolhido para a construção do novo edifício, situa-se na Rua Dr. Manuel Arriaga em plena baixa de Algés. O lote em questão, de características iminentemente urbanas, insere-se numa malha consolidada e de elevada densidade, com edifícios de grandes volumetrias, que variam entre os 4 pisos (Rua Dr. Manuel Arriaga ) e os 13 pisos (Avenida dos Bombeiros Voluntários).

O novo edifício encostará à empena de um prédio já existente, desenvolvendo-se para o interior do lote. A intervenção proposta irá assim permitir a requalificação da travessa que liga este arruamento à Avenida dos Bombeiros Voluntários, bem como do interior de todo o quarteirão.

O edifício adopta uma linguagem moderna de linhas depuradas, desenvolvendo-se em 6 pisos acima do solo (2194 m2) e 3 em cave destinados a estacionamento (76 lugares – 3594 m2), num total de 5788 m2 de área bruta.
Em termos funcionais, a organização é estruturada por pisos, correspondendo a cada nível uma função distinta, assumindo-se assim uma separação de percursos, funcionalidades, atendimentos e usos.

Para a construção deste edifício, foi lançado um Concurso Público para a execução da empreitada ao abrigo do Código dos Contractos Públicos anexo ao Decreto-Lei 18/2008 de 29 de Janeiro, cujo anúncio foi publicado a 24 de Julho de 2009.
Foram recepcionados e admitidos 20 concorrentes, tendo na fase de análise das propostas sido excluídos 12 por não terem respondido na totalidade à lista de preços unitários patente em concurso.
Da análise das propostas apresentadas e mediante os critérios estabelecidos, foi adjudicada a empreitada ao concorrente classificado em 1º lugar, a empresa “MANUEL RODRIGUES GOUVEIA, S.A.” com uma proposta no valor de € 3.884.989,50 (IVA incluído).
Previa-se que o início da obra para dia 27 de Maio 2009 e teria a duração de 24 meses, quanto ao novo concurso, nada se sabe, está ainda no segredo dos deuses camarários (como sempre), mal haja noticias quanto a esta questão elas serão publicadas aqui.

Aqui deixo algumas noticias (recentes) do demorado e doloroso processo



Enfim vamos a ver se é desta!! O á muito prometido centro Saúde de Algés aparentemente vai para a frente em Setembro, a ver vamos, aqui vos deixo algumas imagens do projecto e a sua localização





SANTA CATARINA DE RIBAMAR Escola de canto no tempo de D. João V

Imagem: Convento de Santa Catarina-a-Velha, na Cruz Quebrada (já desaparecido). Painel de azulejos sobre a "Grande Vista de Lisboa", existente no Museu do Azulejo em Lisboa, executado entre 1700 e 1725.



"No reinado de D. João V, no de D. José ou mesmo no de D.Maria I, os vultos mais destacados da música (erudita ou sacra) portuguesa, frutificaram no seu trabalho "à sombra" das sés, das capelas ou das abadias existentes por esse país fora".
D. Giovanni Giorgio natural de Veneza, foi contratado por D. João V em 1729 para dirigir a escola de canto religioso no Convento de Santa Catarina de Ribamar.

"...É autor de vários livros de solfejo, tendo composto ainda numerosos trabalhos de música sacra.(...). Admite-se que a data da morte deste compositor se situe por volta de 1761. Deixou mais de três centenas de composições".
(Matos, Manuel Cadafaz de, A música em Portugal no tempo de D. José in Revista História, nº 53, Março de 1983, pp 71 e 73)