quinta-feira, 26 de abril de 2012
Parque urbano de Miraflores um olhar diferente
Tive acesso a uma nova perspectiva fotográfica do Parque urbano Francisco Caldeira Cabral em Miraflores e achei que deveria partilha-la convosco por esta via, é de facto um olhar diferente para uma paisagem que encontramos frequentemente, eu gostei imenso e vocês?
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Estaleiro de apoio á construção da ponte Salazar na praia de Algés
![]() |
| estaleiro da Morrison/Knudsen em Algés, pode ver-se por trás da placa um dos gigantescos caixões metalicos que irão servir para sustentar a ponte |
Finalmente, em 1958, os governantes portugueses decidem oficialmente a construção de uma ponte. No ano seguinte, é aberto um concurso público internacional, para que sejam apresentadas propostas para a construção. Após a apresentação de quatro propostas, o que aconteceu no ano de 1960, a obra é adjudicada à empresa norte-americana United States Steel Export Company, que, já em 1935, tinha apresentado um projecto para a sua construção.
A Ponte Salazar - 1966
A 5 de Novembro de 1962 iniciam-se os trabalhos de construção e é montado o estaleiro da Morrison/Knudsen em Algés. A partir da praia de Algés será canalizado quase todo o material que teve de ser deslocado por via marítima como por exemplo os gigantescos caixões metálicos que servirão de base á ponte, foi de facto um estaleiro importantíssimo para a construção dando assim Algés o seu contributo a uma das maiores obras de sempre efectuadas em Portugal.
Temos noticia de que este estaleiro esteve pelo menos 3 anos na praia de Algés.
Menos de quatro anos após o início destes, ou seja, passados 45 meses, a ponte sobre o Tejo é inaugurada (seis meses antes do prazo previsto), cerimónia que decorreu no dia 6 de Agosto de 1966, do lado de Almada, na presença das mais altas individualidades portuguesas, das quais se destacam o Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás, o Presidente do Governo, António de Oliveira Salazar e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, passando a ser chamada Ponte Salazar.
O seu custo rondou, preço à época da sua construção, o valor de dois milhões e duzentos mil contos, o que corresponde, sem ajustes à inflação, a perto de 11 milhões de euros.
O seu custo rondou, preço à época da sua construção, o valor de dois milhões e duzentos mil contos, o que corresponde, sem ajustes à inflação, a perto de 11 milhões de euros.
![]() |
| 1962 e 1966 Draga utilizada na construção da ponte Salazar, junto a Algés |
![]() |
| 1962 e 1966 Materiais destinados à construção da ponte Salazar |
![]() |
| 1962 e 1966 Materiais destinados à construção da ponte Salazar |
![]() |
| 1962 e 1966 Pontão destinado à construção da ponte Salazar |
![]() |
| 1962 e 1966 Pontão destinado à construção da ponte Salazar |
![]() |
| 1962 e 1966 Torre utilizada nos trabalhos para a construção da ponte Salazar1 |
sexta-feira, 20 de abril de 2012
“O Cisne”
No dia 1 de Janeiro 2009 foi inaugurada a escultura “O Cisne”, da autoria do Escultor Espiga Pinto, no Parque Urbano Professor Francisco Caldeira Cabral, em Miraflores, freguesia de Algés, esta inauguração fazia parte das comemorações dos 250 anos do Município
“O Cisne” consiste numa peça em bronze, que representa esta ave, símbolo do concelho de Oeiras, aliando ‘O Cisne Branco Luminoso’ – símbolo de longevidade – ao ‘Ovo Cósmico’, numa homenagem à ‘Cósmica Vida’.
O cisne simboliza a luz, a pureza e a graciosidade - importante para o Concelho uma vez que a atribuição do Foral (1759) ocorre em pleno período do Iluminismo. Representa, ainda, o espírito claro e límpido do homem, bem como a beleza – dadas as linhas esbeltas – e a nobreza.
Ora até aqui tudo bem caso não representa-se um investimento municipal na ordem dos 93 mil euros em dinheiros camarários e que a construção de sapata e de estrutura metálica de suporte à escultura colocada no Parque Urbano Prof. Francisco Caldeira Cabral, em Algés pela empresa Viesa – Vias e Saneamento, Lda descrita no doc 0014/DAE/DEV/08 custou 17 095,00 €
Como é possível uma obra destas ter tamanho custo???
a coisa ainda se torna mais estranha quando foi largamente noticiado pelos órgãos de informação da C.M.Oeiras (e não só) que o custo da obra era de 93 mil euros e ao se verificar a base de dadosde ajustes directos camarários se descobre que os montantes envolvidos para a criação da obra são de 28.800 euros atribuídos em 19-08-2009 com o N.º Procedimento Ajuste Directo :79523 que podem consultar clicando AQUI.
Se somarmos este valor aos 17.095 euros para assentamento da sapata ficamos com um montante de 45.895 euros montante que é menos de metade do que supostamente foi gasto com a dita estátua.
Ora tudo isto me parece muito fora do regular e só mesmo quem não quer é que não vê, que, há algo de estranho nestas contas. Onde é que foram gastos os restantes dinheiros atribuídos ? No transporte da obra? Na festa de inauguração? Ou há mais alguma despesa no montante de mais de 45.000 euros que eu não me recorde?
Quero lembrar que antes da inauguração da nova estátua no mesmo parque urbano a dos "doutores da Igreja", “O Cisne” foi mudado de lugar cerca de 30 metros, obra que presumo que tenha custado pelo menos o mesmo que foi pago em 2009 pelo assentamento da sapata de sustentação... pergunto a mim próprio tantas vezes quando visito este parque o porquê destes despesismos quando a localidade carece de tanta infraestrutura social e desportiva? é algo quase a tocar as raias do chocante, a falta de orientação camarária em prol das pessoas e do bem estar.
Adoro arte e até que gosto de algumas das obras colocadas em Miraflores... mas olhando eu para o estado da localidade e do concelho penso que é por ai que se tem de começar a cortar e a orientar esses dinheiros em prol das pessoas, penso muitas vezes nas coisas que se poderiam fazer com o dinheiro gasto até agora com esse dito “O Cisne” em Miraflores, e cada vez mais me convenço que é dinheiro muito mal investido, não vos parece?
Quer-me parecer que este não é o canto do Cisne que ecoa do brasão Municipal desde a sua fundação, que arrasta consigo a historia digna dos seus habitantes ao longo dos tempos, nem me parece trazer ventos de "espírito claro e límpido do homem" como pretende evocar a obra... muito pelo contrario, o canto deste Cisne é outro e não traz boas novas.
Quero lembrar que antes da inauguração da nova estátua no mesmo parque urbano a dos "doutores da Igreja", “O Cisne” foi mudado de lugar cerca de 30 metros, obra que presumo que tenha custado pelo menos o mesmo que foi pago em 2009 pelo assentamento da sapata de sustentação... pergunto a mim próprio tantas vezes quando visito este parque o porquê destes despesismos quando a localidade carece de tanta infraestrutura social e desportiva? é algo quase a tocar as raias do chocante, a falta de orientação camarária em prol das pessoas e do bem estar.
Adoro arte e até que gosto de algumas das obras colocadas em Miraflores... mas olhando eu para o estado da localidade e do concelho penso que é por ai que se tem de começar a cortar e a orientar esses dinheiros em prol das pessoas, penso muitas vezes nas coisas que se poderiam fazer com o dinheiro gasto até agora com esse dito “O Cisne” em Miraflores, e cada vez mais me convenço que é dinheiro muito mal investido, não vos parece?
Quer-me parecer que este não é o canto do Cisne que ecoa do brasão Municipal desde a sua fundação, que arrasta consigo a historia digna dos seus habitantes ao longo dos tempos, nem me parece trazer ventos de "espírito claro e límpido do homem" como pretende evocar a obra... muito pelo contrario, o canto deste Cisne é outro e não traz boas novas.
![]() |
| A dita estátua na sua nova localização junto á esplanada |
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Rua Monsenhor Manuel Teixeira... porquê ???
![]() |
| A rua em questão fica nas traseiras deste prédio |
A rua Monsenhor Manuel Teixeira
Não fica em Macau, onde viveu quase toda a vida, em Freixo de Espada à Cinta, onde nasceu, nem em Chaves, onde morreu. Ficará em Lisboa, onde há tradição de homenagear as principais figuras nacionais?
Não, a única rua com o nome de Monsenhor Manuel Teixeira fica no lugar de Miraflores, freguesia de Algés, concelho de Oeiras e eu pergunto porquê?
A iniciativa partiu, de acordo com o chefe da divisão de cultura e turismo da Câmara de Oeiras, Manuel Machado, de “um grupo de macaenses ou portugueses com ligações a Macau e residentes em Oeiras (civis e militares), que fez uma sugestão inicial (mas informal) sobre a possibilidade de incluir o nome desta personalidade na toponímia oeirense, sugestão essa a que depois a câmara deu a devida continuidade”.
Manuel Machado adianta ainda que “a proposta de atribuição de toponímia relativa a Monsenhor Manuel Teixeira foi aprovada em reunião de câmara em 25 de Julho de 2007, sob proposta de deliberação nº 923/07”.
Na consulta ao documento de proposição, percebe-se que a justificação se deve ao curriculum de missionário e historiador de Monsenhor Manuel Teixeira.
É uma rua larga, sobretudo de habitação (e alguns escritórios), prédios altos, numa zona cara de Algés, que quanto a mim merecia que pela primeira vez fosse dado o nome de alguém de relevo para a localidade como por exemplo o sr Peña Michó o verdadeiro impulsionador do projecto Miraflores Lux a essa dita rua.
Não pretendo aqui contestar a notoriedade do Monsenhor Manuel Teixeira e se ele merece ou não o nome de uma rua em Portugal, contesto sim o critério de atribuição dos nomes que se desenquadram de todo da historia da localidade e da Freguesia.
Uma localidade é algo vivo, que traz sempre um pouco de historia atrás de si, essa historia local é importante de preservar, nada melhor que atribuir o nome de uma rua a alguém de relevo para a localidade para que fique para sempre na memoria das pessoas, e para que o seu nome viva a cada leitura. O Monsenhor Manuel Teixeira a mim não me diz nada, a mim e provavelmente a todos os que irão ler estas linhas,o seu nome estaria sim muito bem numa rua de Macau, de Freixo de Espada à Cinta ou de Chaves (nomes associados á vivência da personalidade), em Miraflores o seu nome não irá fazer qualquer sentido, nada mais do que apenas um nome numa pedra, nome esse que poderia até ser um numero tanta será a importância que lhe irão dar.
Penso que chegou a hora de fazermos o mesmo do que este intitulado "
grupo de macaenses ou portugueses com ligações a Macau e residentes em Oeiras" fez, propor que seja feita a atribuição de toponímia relativa a uma personalidade ligada á localidade nas novas ruas que irão brevemente surgir em Miraflores, eu sugiro o nome do sr Peña Michó para essa proposta. Gostaria imenso de saber a vossa opinião quanto a este assunto que me parece importante.
Baseado num artigo do sitio http://paragrafopontofinal.wordpress.com/
Quem foi o Monsenhor Manuel Teixeira
Nascido em Freixo de Espada à Cinta, Trás-os-Montes, em 1912, após a conclusão da instrução primária na sua terra natal, partiu para Macau, onde ingressou no Seminário de S. José. Foi na Igreja do Seminário de S. José que ele recebeu a Ordem sacerdotal no dia 29 de Outubro de 1934. Nesse mesmo ano, tornou-se pároco de S. Lourenço, cargo que desempenhou até 1946.
Aos 22 anos, começou a dirigir o “Boletim Eclesiástico da Diocese de Macau” e, sob a sua direcção, que durou 13 anos, o Boletim tornou-se numa publicação internacionalmente conhecida, graças também ao importante contributo de outras pessoas prestigiosas como José M. Braga e Charles Ralph Boxer.
Em 1942, fundou a revista mensal “O Clarim” e foi também co-fundador do semanário “União”. Nas décadas de 70 e 80, foi director dos “Arquivos de Macau” e do “Boletim do Instituto Luís de Camões”.
Entre 1932 e 1970, ele foi também professor no Seminário de São José, no Colégio de São José, na Escola Comercial Pedro Nolasco e no Liceu Nacional Infante D. Henrique.
Em 1948, parte para Singapura como missionário e Vigário Geral das Missões Portuguesas de Singapura e Malaca. Lá, organizou várias instituições religiosas e fundou a revista de língua inglesa “Rally”.
O Padre Manuel Teixeira foi um importante e reconhecido historiador de Macau e empenhou-se tanto que publicou 123 livros de investigação histórica. Foi também um importante investigador da presença portuguesa no Oriente. Recebeu em 1981 e 1983, respectivamente, o prémio de História da Fundação Calouste Gulbenkian pelas suas obras “Os Militares em Macau” e “Toponímia de Macau”.
Em 1982, devido à sua popularidade, foi proclamado Figura do Ano em Macau. Em 1984, instituiu a "Fundação Padre Teixeira", um fundo de apoio aos estudantes pobres de Macau e cujo capital excede já o montante de 600 mil dólares de Hong-Kong.
Regressou a Portugal a 16 de Maio de 2001, onde morreu a 15 de Setembro de 2003, aos 91 anos, em Chaves.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Pijama ás Letras 2012
Entre histórias e sonhos, uma noite de magia num saco-cama que nos levou a viajar pelo universo dos livros numa festa que este ano homenageou os Irmãos Grimm pelos 200 anos da sua primeira publicação de contos tradicionais. Bastou trazer o pijama, um saco-cama, uma mochila e os livros favoritos.
O resto… foi surpresa!
No passado mês de Março a actividade "Fotos Pijama ás Letras 2012" voltou a realizar um evento, esta actividade gratuita é uma experiência única que junta pais e filhos para dormir com os livros nas bibliotecas Municipais, dia 16 Março foi a vez da B.M.Algés. O evento envolveu todos os participantes num ambiente de fantasia e boa disposição, foi apoiado por uma simpática equipa da Biblioteca de Algés e alguns animadores muito divertidos e decorreu da melhor maneira... foi a alegria de pequenos e graúdos, ainda mais com a simpatia de ser servido o pequeno almoço pela manha, recomendo pois, a quem tenha filhos em idade de participar* nesta actividade que se inscrevam no próximo evento que se esgota sempre alguns dias antes.
*Para crianças dos 3 aos 10 anos, acompanhadas até dois adultos.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Bibliotecas Municipais . Sector Infantil
Algés - tel. 210 977 480/1 | infantil.bma@cm-oeiras.pt
Carnaxide - tel. 210 977 430 | infantil.bmc@cm-oeiras.pt
Oeiras - tel. 214 406 340/1 | infantil.bmo@cm-oeiras.pt
O resto… foi surpresa!
No passado mês de Março a actividade "Fotos Pijama ás Letras 2012" voltou a realizar um evento, esta actividade gratuita é uma experiência única que junta pais e filhos para dormir com os livros nas bibliotecas Municipais, dia 16 Março foi a vez da B.M.Algés. O evento envolveu todos os participantes num ambiente de fantasia e boa disposição, foi apoiado por uma simpática equipa da Biblioteca de Algés e alguns animadores muito divertidos e decorreu da melhor maneira... foi a alegria de pequenos e graúdos, ainda mais com a simpatia de ser servido o pequeno almoço pela manha, recomendo pois, a quem tenha filhos em idade de participar* nesta actividade que se inscrevam no próximo evento que se esgota sempre alguns dias antes.
*Para crianças dos 3 aos 10 anos, acompanhadas até dois adultos.
Bibliotecas Municipais . Sector Infantil
Algés - tel. 210 977 480/1 | infantil.bma@cm-oeiras.pt
Carnaxide - tel. 210 977 430 | infantil.bmc@cm-oeiras.pt
Oeiras - tel. 214 406 340/1 | infantil.bmo@cm-oeiras.pt
terça-feira, 17 de abril de 2012
UMA PESCADINHA DE RABO NA BOCA | 1º EPISÓDIO MATILHA*ALMAFÁBRICA*PÁSSARO em ALGÉS
Inteiramente produzido pela Central Musical, pelo MAR | Movimento Alternativo Rock e com a realização/edição de Nuno Neves, o documentário musical “UMA PESCADINHA DE RABO NA BOCA”trás a música para as ruas e de volta às gentes. Mostra que tudo está interligado, não importando nem o gênero, nem o formato nem o local.
Contou com o valioso apoio das bandas, da Junta de freguesia de Algés, do comercio tradicional da vila, da David Hinrichs produções e de todos os que acompanharam essa manhã na vida das várias pessoas que por ali, ora de passagem, ora às compras nos foram visitar e fazer parte pela simples vontade de partilhar o seu tempo com os seus músicos deste país de marinheiros. Ouviu-se o português cantado por todo o lado naquela manhã de sábado.
A Pescadinha de Rabo na Boca criou uma narrativa constituída por 3 bandas (A Matilha, Alma Fábrica e Pássaro), 3 momentos e 3 locais (num cinema abandonado, numa montra de loja e num Mercado de Algés). Este é apenas o primeiro de vários episódios que envolvem o público e os espaços como parte integrante da história da música portuguesa, que não é só propriedade do passado, porque ainda hoje se constrói.
A música portuguesa celebra-se celebrando e ao longo dos últimos cinco anos este movimento de músicos, este coletivo de marujos têm trabalhado para que a música portuguesa cantada em português“saia dos estúdios e se estabeleça nas avenidas”.
Eis o primeiro episódio integral, após a sua estreia com concerto, no Clube ferroviário em Fevereiro e com reposição no MusicBox em Lisboa e Plano B no Porto em Março que contou com o apoio da Agência Lusa da Radar, do Site A RUA DE BAIXO e do site A TROMPA entre muitos outros
Subscrever:
Mensagens (Atom)































