quinta-feira, 10 de maio de 2012

Obras de remodelação de redes domésticas e pluviais do sistema de esgotos de Algés em fase de execução

Estão em curso as obras de remodelação de redes domésticas e pluviais do sistema de esgotos de Algés e a Gazeta foi dar uma espreitadela ao local, de facto a obra é de monta e a ver vamos se será desta que as cheias na parte baixa de Algés vão acabar, se assim for esta obra é de facto importante e de relevo apesar de se passar abaixo do nível do solo. De momento as obras cortam o transito nas ruas Dr. Manuel de Arriaga (rua dos CTT) e rua Dr. António Granjo (junto á farmácia Miraflores) mas aparentemente haverá mais ruas com o transito cortado em Algés uma vez que esta obra será para renovar toda a parte baixa junto ao caneiro da Ria de Algés. Facto estranho é nem a Junta de Freguesia de Algés, a C.M.Oeiras nem o SMAS terem noticiado esta obra e corte de transito. Deixo-vos então com o registo desta obra que mexe com tudo, electricidade, telecomunicações, esgotos, águas e gás.


Local das obras



de notar o estado das antigas manilhas de esgoto á beira da ruína





quarta-feira, 9 de maio de 2012

As esplanadas de Algés nos anos de 1930/40


Algés nos anos 40 e até ao começo da destruição dos pavilhões na grande esplanada sobre a Marginal, era o local aonde de dia e à noite, especialmente de Verão, se deslocavam os lisboetas para fruir o seu verdadeiro passeio público, que nada tem a ver com o actual passeio marítimo dos festivais de música rock. Milhares de pessoas se distraiam à noite em Algés, nos citados pavilhões, o Cristal, o Verde, mais tarde o Catavento, o Caravela (o único que subsiste, mas totalmente transformado), o Ribamar (hoje uma coisa híbrida chamada Jardim do Marquês). E esses pavilhões tinham espectáculos nocturnos de variedades ao ar livre (ainda me recordo, era miúdo, dos espectáculos do pavilhão Verde, aonde está hoje o Restaurante e Café Caravela).

Os pavilhões e os inúmeros cafés espalhados por Algés estavam abertos até à meia-noite, por vezes até às duas da manhã. A Tá-Mar, a Elite, a Nortenha (antiga), tantos outros. Hoje, não existe em Algés um único café aberto à noite.

Se há coisa que Algés fosse era um lugar alegre, com gente permanentemente a transitar. Nos dias que correm, a partir das 10 da noite quase não se vê vivalma nas ruas.

extraído de um texto de http://domedioorienteeafins.blogspot.pt/


fotografia aérea de Algés em 1939 podem ver-se claramente em frente ao Palácio Anjos as três esplanadas ali existentes e a passagem aérea para a praia de Algés


movimento ao fim de semana em 1940


à espera da camioneta em 1935
1940 Na Alameda de Algés

1945



terça-feira, 8 de maio de 2012

A estrutura e ruptura da cultura por Ruin´art

Partilho hoje convosco um artigo da autoria do blogue Ruin´art que não se refere a Algés em particular mas á cultura em geral. Penso que é um artigo de relevo para todos os que gostam e se dedicam ás coisas da historia e da cultura, aconselho e recomendo a visualização deste blogue cujo trabalho muito admiro, tem um registo fotográfico fantástico e os textos não ficam atrás.


A estrutura e ruptura da cultura por Ruin´art




A Cultura é em si, um termo demasiado vasto para ser entendido como um simples conceito, e pode ser sucintamente definido como a acumulação de conhecimento e experiências... mas não é apenas isso, é muito mais.



Podemos falar sobre cultura pessoal, cultura geral, cultura popular, cultura de um País... mas afinal o que é cultura e que falta nos faz?? Podemos viver sem ela?? Sem dúvida, mas leva-nos todos os dias à ruína...



A sua etimologia transporta-nos à Roma antiga, onde esta ilustre palavra "colere" significava literalmente cultivar, no sentido fazer de crescer, levando-me a concluir que a Cultura é uma coisa que nos torna maiores como seres humanos, pois faz-nos crescer.



É precisamente este conceito que pretendo aqui abordar, tornamo-nos melhores sempre que crescemos espiritualmente e intelectualmente, pois "os Homens não se medem aos palmos", e não é só em altura que se pode crescer.



É como que se nos valorizássemos cada vez que adquirimos conhecimentos, ficamos muito mais ricos do que se nos saísse um "totomilhões", porque esse tipo de riqueza é efémera e não a levamos quando partimos para outro plano...



A Cultura dá-nos sensibilidade para apreciar a vida de uma forma muito mais requintada, pois um boi a olhar para um palácio é sempre uma cena lamentável... e quantas vezes fazemos nós esse papel?



A Cultura não é apenas uma palavra cara que nos extrapola para um mundo de erudição, onde Professores e Doutores trocam diplomas em cenários solenes com cerimónias encantadas e elaboradas.



A Cultura está ao alcance de todos nós e é movida pela curiosidade. Como é evidente não basta ser curioso, temos de satisfazer também a curiosidade e procurar respostas a todas as questões que nos surjam, só assim poderemos compreender a própria vida.



Compreender é perceber mais do que o óbvio, é ver mais além e conseguir conjugar os conhecimentos com a realidade para chegar a uma solução... há sempre novas soluções e só as podemos equacionar se tivermos conhecimentos... isto sim, é Cultura!



Num momento de profunda crise financeira que todos nós atravessamos, podemos perguntar até para que nos serve a Cultura, se com ela não satisfazemos os nossos apetites primários, mas se a soubéssemos aplicar poderiam ser evitadas muitas crises e sair delas com estilo... pois o passado deu-nos valiosas lições.



Tudo aquilo que estamos neste momento a passar como nação, não é nada comparado com muitos outros episódios que nos maltrataram e muitas mazelas deixaram, tais como várias epidemias, invasões e guerras civis, perda de soberania e de privilégios, autênticas derrotas financeiras, bélicas, sociais e morais...



Felizmente este povo de "alma lusitana" nunca sucumbiu e sempre conseguiu ultrapassar todas as dificuldades, e ainda hoje resiste a uma furiosa intempérie que o castiga diariamente...



Será isso uma forma de Cultura? A nossa remediada Cultura é uma Cultura do "desenrasca", é a verdadeira "Coltura" que todos os dias nos conduz a uma eminente ruína.



É essa "Coltura" a verdadeira culpada de toda a nossa crise social, pois se valorizássemos os nossos conhecimentos e património, muitas aberrações teriam sido evitadas e teriam sido estabelecidas prioridades.





Exemplos infelizmente não nos faltam, desde supérfluas auto-estradas, catedrais de futebol, shoppings e mega stores às moscas, centros "colturais" e "impresariais" que não cumprem nem sequer com os motivos que lhes deram vida... se todos estes investimentos tivessem sido direccionados para a Cultura, algo poderia ter mudado no nosso País.



Confunde-se muitas vezes Cultura com espectáculo e entretenimento, tal como também confundimos Cultura e arte. Embora possamos dizer que uma expressão artística é uma forma de Cultura, a meu ver não é bem assim...



A Cultura não é um objecto sem vida numa galeria, Cultura seria conhecer esse objecto antes de o ver, ou tentar saber mais sobre ele depois de o conhecer ao vivo e a cores.





A Cultura não tem forçosamente que ser história, filosofia, música clássica ou outro assunto tido como erudito. Qualquer informação ou aprendizagem que nos faça crescer é sem dúvida Cultura, poder-se-ia dizer também que a Cultura é a anti-futilidade, pois esta faz-nos estagnar.





Cultura é tudo aquilo que fica do que se aprende, e leva-nos a ser permeáveis à arte dilatando a nossa sensibilidade. Uma pessoa mais sensível é por conseguinte uma pessoa mais civilizada, ponderada e evoluída, tornando-se mais bonita e interessante em todos os sentidos.





Há quem diga que a Cultura não é mensurável no ponto de vista financeiro, pois a Cultura não tem taxas de juro, spreads, cotação na bolsa e outros importantes factores económicos... nunca estiveram tão enganados!!!





O que seria de países como França, que absorve mais de 50% do turismo mundial, de Itália, Inglaterra, Holanda, Índia, Japão... se não mantivessem, investissem e incentivassem a Cultura?? Certamente que não se afirmariam com a mesma força nem teriam o protagonismo que têm.





Todos os países civilizados apostam na Cultura, ciência e artes, pois sabem que a sua própria evolução dela depende... despromover a Cultura é condenar um País a um limbo social, suprimindo a sua identidade.





A Cultura não é instrução... é tudo o que sobra da mesma !! Nem sempre ter um "canudo" é apanágio de se ser culto.





As escolas e universidades são apenas veículos que temos ao nosso alcance para nos instruirmos, é a vida e o sumo que dela tiramos que nos dá Cultura, dá-nos também atitude, responsabilidade, dinâmica e empreendedorismo, inteligência e nível de vida, espelhando-se e espalhando-se em todo o ambiente.





As ruínas que tanto nos incomodam, são testemunhas de falta de Cultura, de sensibilidade, inteligência, empreendedorismo, visão e respeito por todos nós!!!





É indesculpável o estado a que chegou boa parte do nosso património histórico, e a falta de interesse por ele demonstrado ao longo de muitas gerações.





Não é só o valor artístico e histórico que estão em causa, é essencialmente a nossa Cultura que definha sem que alguém sequer note a falta que ela nos faz...





A Cultura abre-nos portas para o mundo e janelas para a vida... e se nos cultivássemos mais?


domingo, 6 de maio de 2012

A entrada de Miraflores em 1973



Venho hoje partilhar convosco umas fotografias gentilmente enviadas pelo Carlos Lourenço da parte do Sr  Olímpio Sampaio Carvalho leitor da Gazeta de Miraflores. a eles o meu obrigado por partilharem estas autenticas pérolas da historia recente da localidade.
 A fotos que publicamos são referentes a uma das entradas de Miraflores e á publicidade que ai se encontrava como modo de publicitar a venda que então decorria dos apartamentos de Miraflores Lux, o placard estava situado á saída da antiga estrada de circunvalação (ou militar) para Miraflores (hoje a saída da CRIL para a localidade) este placard foi retirado no pós 25 de Abril (por volta de 1976) por ser considerado demasiado "Fascista" e foi trocado por um painel publicitario de cor laranja com iluminação embutida nas letras onde se anunciava a oferta em serviços (piscinas, Nitos Boite, Piano Bar etc)

localização do painel publicitario




Lisboa de Hoje e de Amanha documentário de 1949



Hoje publicamos uma parte do documentario " Lisboa de Hoje e de Amanha " de 1949 da autoria de António Lopes Ribeiro sobre Pedrouços e a reconversão daquela area de Algés que tambem englobou a criação da rotunda de Algés, é um registo importante mesmo sendo de curta duração uma vez que filmes sobre Algés antiga são uma autentica raridade.







António Lopes Ribeiro



Irmão do actor Ribeirinho, começou por se dedicar à crítica cinematográfica, actividade a que se dedicou a partir dos 17 anos de idade, no jornal Diário de Lisboa, e no exercício da qual fundou diversas revistas dedicadas à crítica de cinema. Três anos mais tarde, estreia-se como realizador com o documentário Bailando ao Sol (1928).
De 1940 a 1970, parte da sua obra cinematográfica é dedicada aos actos oficiais do Estado Novo, sendo por isso chamado de "cineasta do regime". Alguns exemplos desta faceta de Lopes Ribeiro são A Revolução de Maio (1937), o Feitiço do Império (1940) ou Manifestação Nacional a Salazar (1941).
Para além destas duas actividades, António Lopes Ribeiro demarcou-se como produtor de cinema (fundador das Produções Lopes Ribeiro), jornalista, argumentista, profissional de televisão (como apresentador do programa Museu do Cinema, na RTP, nos anos 1960), da rádio e figura do teatro.