terça-feira, 14 de agosto de 2012
Miraflores, imagens de um Elefante Branco
"Elefante Branco" »» algo que se tem ou que se construiu, mas que não serve para nada
Pois de facto é o que encontramos ao virar da esquina em Miraflores, um autentico e legitimo Elefante dos mais brancos que existem, fomos procurar novos ângulos e formas de visualizar o "bicho" , que, nunca mais muda de cor.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Reconstituição histórica da Real Regatta das Canoas em Pedrouços
Esta Regatta - que se realizou pela primeira vez em 1845 - constituíu uma homenagem prestada pela Família Real Portuguesa aos fragateiros, arrais, bordas d’Água e todas as gentes ligadas à faina do Tejo e dos campos do Tejo (varinos, avieiros, gaibéus, entre outros) que ajudaram na resistência e combate às invasões do Séc. XIX.
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| Canoas Grandes Algés-Pedrouços, in: Revista Municipal de Lisboa,nº 62,1954 |
Trata-se da única Regatta do MUNDO que todos os anos segue as regras de 1845, constantes do Regulamento
DOM DUARTE DE BRAGANÇA TROUXE DE VOLTA A REAL REGATA DAS CANOAS
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| Dom Duarte com o Prof. Fernando Carvalho-Rodrigues na Real Regata das Canoas em 2006 |
Fernando Carvalho-Rodrigues tem uma enorme paixão: o rio Tejo e as canoas. Este sonha que, um dia, o rio Tejo volte a surgir repleto de embarcações de vela erguida. Por isso, o nosso cientista é proprietário de uma canoa típica, de nome "Ana Paula". Desde muito jovem, viveu sempre numa zona ribeirinha e, todos os dias, ao dirigir-se para o Liceu Nacional Gil Vicente, que frequentou durante 7 anos, contemplava sempre que podia o rio e as respectivas fragatas e canoas com a vela desfraldada.
O investigador está empenhado em recuperar uma memória com mais de 50 anos... Este desafio lançado por Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, consiste em trazer de volta a Real Regata de Canoas, que se realizava a 4 de Outubro, de acordo com um regulamento de 1854.
Real Regata de Canoas no Tejo
Organizada pelo Centro Náutico Moitense, a Real Regata das Canoas do Tejo fez reviver tempos de animação, cor e alegria que outrora se viviam no grande estuário do Tejo.
O Centro Náutico Moitense retomou uma tradição secular que animava o rio Tejo no mês de Outubro. Trata-se da Regata Real das Canoas, que, no dia 5 de Outubro leva ao rio perto de meia centena daquelas embarcações tradicionais.
A iniciativa surgiu de um desafio feito pelo sr. D. Duarte, Duque de Bragança, que presidiu à sessão solene das comemorações do 25º aniversário do Centro Náutico Moitense, em 2005, e que, na ocasião, sugeriu que se restaurasse a tradição da Regata Real, uma vez que, pela acção, do centro náutico, o número de canoas que hoje navegam no Tejo aumentou substancialmente.
O Centro Náutico aceitou o desafio, e entendeu alterar a data de realização da regata do dia 4 para o dia 5 de Outubro, por ser feriado e assim ter a possibilidade de uma maior participação das tripulações das canoas, num percurso entre a Moita, Belém, Pedrouços e regresso à Moita.
O professor Carvalho Rodrigues, vogal da direcção do Centro Náutico Moitense e um dos responsáveis pela organização deste evento, declara que “o entusiasmo do Centro Náutico Moitense na recuperação das embarcações tradicionais do Tejo está patente na construção de novas canoas e na manutenção do Museu Vivo das Canoas Típicas do Tejo, projecto para o qual muito contribui a realização deste tipo de iniciativas que atrai muita gente e divulga o trabalho da instituição”.
Recorde-se que, fundado em 1980, o Centro Náutico Moitense nasceu com o grande objectivo de fazer crescer entre a população o gosto pelo rio, promovendo a preservação das embarcações típicas.
Regulamento da Real Regatta de 1845
e que é utilizado na Real Regata de Canoas As inscrições dos Donos ou Patrões das Embarcações, que quizerem tomar parte na Regatta, deverão fazer-se até oito dias após o primeiro dia das Festas da Moita, ou seja até ao dia 22 de Setembro, e conterão a ficha enviada por carta da APAETT com o nome e a fotografia da Embarcação, devidamente preenchida (“Regatta” ou “Passeio”)
Com a participação nesta Regatta, é-lhe atribuída a quantia de quinze milhões de reis (setenta e cinco euros) a menos que tenha participado também na regata Atlântico Azul e então é-lhe destinada a quantia de quarenta milhões de reis (duzentos euros) para a manutenção das embarcações providenciados pela APAETT que lhe serão entregues no Jantar de Gala, desde que confirmada pelo jury a participação da embarcação.
Não é lícito augmentar, diminuir, ou alterar a estiva do lastro, logo que tenha começado a lucta.
Não é lícito usar na lucta senão as vélas que pertençam à armação do barco e tem que arvorar a todo o tempo a bandeira do “Marinha do Tejo”.
Não é lícito aos barcos de véla usarem na lucta remos, pás ou varas ou propellir a Embarcação: o unico motor permittido são as vélas.
As Embarcações tomarão posição conforme lhes tiver cahido em sorte, e lhes fôr indicado pela auctoridade competente. As Embarcações deverão achar-se no dia 2 de Outubro na praia de Pedrouços no Concelho de Oeiras.
Os Patrões das Embarcações registadas para correr deverão apresentar-se à Direcção até às 10:30 horas do dia da Regatta, afim de verificar da sua colocação na praia para a partida.
A Direcção determinará a ordem das corridas.
As Embarcações de véla terão o panno ferrado, e largarão o mesmo ao signal para largar.
As Embarcações engajadas na lucta devem passar por todas as balizas, na ordem e pelo lado indicado no Programma, sem tocar ou abalroar com as mesmas: contravindo perderá o direito ao Premio.
As Embarcações, que se encontrarem em bordos oppostos, cederá aquella que estiver amurada por bombordo.
As Embarcações, que naveguem com vento largo, cedem áquellas que vierem pela bolina.
Duas ou mais Embarcações que naveguem à bolina, e tão proximas à terra ou outro obstaculo, e bem assim tão chegadas uma à outra, que aquella de sotavento não possa virar de bordo sem abalroar com a de barlavento, logo que do barco de sotavento lhe fôr requisitado, virará de bordo a embarcação que estiver a barlavento, e esta manobra será seguida immediatamente pelas de sotavento. As balizas ou marcas por onde houverem de passar as Embarcações não se consideram obstaculos.
A Embarcação que arribar ou alterar o seu rumo para sotavento, e por esse motivo obrigar a outra para sahir de seu rumo, perderá por isso o direito ao Premio.
A Embarcação, que se achar a menor distancia da baliza, será considerada a mais adiantada. Se qualquer outra Embarcação, empenhada na lucta, obrigar a esta a abalroar com a baliza, perderá aquella o direito ao Premio, e será relevada à abalroante toda a pena.
Não é lícito dar fundo durante a corrida, salvo o caso de prevenir algum sinistro, e então deverá o ferro suspendido e trazido a bordo.
Toda e qualquer abalroação inhabilita o abalroante culpado d'ella a ganhar o Premio.
Toda e qualquer reclamação ou protesto deverá ser feito por escripto, entregando-se dentro de duas horas, depois de acabada a lucta, ao Secretariado do Jury a que se digna presidir S. Ex.ª o Senhor Almirante José Manuel Castanho Paes.
Os Premios serão entregues aos vencedores e as lembranças a todos os participantes no Jantar de Gala
Os reclamantes estarão munidos d’um documento em que o jury lhes reconheça o direito de Premio.
Nos casos onde houver reclamação, será esta julgada pelo jury em dia aprazado próximo.
Das decisões do Jury não há apellação.
A Comissão Promotora
terça-feira, 7 de agosto de 2012
A Quinta do Rodízio e o ténis no Jamor
O Court Central e os edifícios associados foram construídos no local da antiga Quinta do Rodízio, onde havia um chalet de veraneio em que morou Almeida Garrett na década de 40 do século XIX. Em 1870, era propriedade do famoso político legitimista e jurisconsulto Carlos Zeferino Pinto Coelho.
Nessa zona, havia uma antiga ponte sobre o Jamor, que fazia o acesso a Linda-a-Pastora, da mesma época da que ainda hoje existe perto da foz.
Com a construção do Estádio Nacional nos anos 40, desapareceram virtualmente todos os vestígios do passado agrícola desses terrenos, embora ainda sobrem pequenos testemunhos na zona do casario junto aos courts superiores: muros de sustentação de terras em pedra aparelhada, regueiras de drenagem em pedra trabalhada, uma mina de água. Nas casinhas modestas que ainda hoje aí subsistem, continuam a ser cultivadas pequenas hortas.
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| Projecto de Caldeira Cabral e Wiesner, datado de 12 de Outubro de 1938 |
A ideia de construir um complexo destinado ao ténis é praticamente contemporânea da decisão de construir o Estádio de Honra, embora só tenha sido posta em prática mais tarde, mas sob o lápis de um dos seus grandes obreiros, Miguel Jacobetty Rosa.
O traço distintivo deste, já realçado no edifício dos Balneários do Estádio de Honra e na sua Tribuna, surge-nos novamente nas instalações destinadas ao ténis, com os seus alpendres assentes em colunatas de arco de volta perfeita.
Desde cedo, foi um local de eleição da sociedade chique, que aí se deslocava para fazer o seu “sport” e para ver e ser vista, como hoje ainda sucede durante o Estoril Open.
Os campos de ténis do Jamor desempenharam um relevante papel na história da modalidade no nosso país.
Uma escola de ténis, chamada Centro de Iniciação de Ténis da Cruz Quebrada, foi criada no contexto do Estádio Nacional em Outubro de 1967, por iniciativa do Prof. Alfredo Vaz Pinto. Foi a primeira escola de ténis em Portugal a ministrar aulas em grupo.
Em Setembro de 1972, surge o Clube de Ténis do Jamor, impulsionado por Américo Sáragga Leal, com o objectivo intuito de dar aos alunos da escola uma perspectiva de competição. Segundo os seus estatutos, o clube destinava-se a "promover a prática e expansão do ténis em estreita colaboração e apoio ao Centro de Iniciação de Ténis do Estádio Nacional".
Com o 25 de Abril, o Centro de Iniciação passou para a alçada da Direcção Geral dos Desportos, ficando portanto sob a tutela directa do Estado.
Nos finais dos anos 90, o movimento é exactamente em sentido inverso: em Março de 1989, o Estádio Nacional propôs ao Clube de Ténis do Jamor que a Escola de Iniciação voltasse a estar sob sua alçada, como ainda hoje sucede, embora já ao abrigo dum protocolo com o IDP.
As estruturas desportivas são intensamente utilizadas, por centenas de praticantes amadores e também por alguns profissionais.
Com o 25 de Abril, o Centro de Iniciação passou para a alçada da Direcção Geral dos Desportos, ficando portanto sob a tutela directa do Estado.
Nos finais dos anos 90, o movimento é exactamente em sentido inverso: em Março de 1989, o Estádio Nacional propôs ao Clube de Ténis do Jamor que a Escola de Iniciação voltasse a estar sob sua alçada, como ainda hoje sucede, embora já ao abrigo dum protocolo com o IDP.
As estruturas desportivas são intensamente utilizadas, por centenas de praticantes amadores e também por alguns profissionais.
Ontem, como hoje, é um dos locais emblemáticos do ténis em Portugal. Pelo seu court central, carinhosamente apelidado “Centralito”, passaram muitos nomes sonantes e outros, não menos conhecidos, pelas suas bancadas.
O Court central e os edifícios que lhe estão associados foram projectados por Miguel Jacobetty Rosa, em estilo “Português Suave”, remetendo-nos para referências campestres, de grandes alpendres de arcos romanos, duma frescura imemorial, cara aos povos peninsulares.
Esteticamente, procurou-se aligeirar a construção, dando-lhe a graciosidade e o carácter.
O court localiza-se no centro da cuva e está orientado no sentido norte-sul, sendo ladeado a nascente e poente por nove filas de bancadas dispostas em degraus. O topo sul é ocupado por um talude relvado e o topo norte pela Tribuna da Presidência. Os degraus de cantaria foram estudados de forma a garantir uma boa visibilidade.
A circulação entre os lugares faz-se através de amplas galerias com arcaria de arco de volta perfeita, que ladeiam as bancadas.
Nos corpos de gaveto de cada lado da arcaria de entrada situam-se a sala de chá, à direita, e a sala de jornalistas e sanitários, à esquerda. Os corpos de gaveto que ladeiam a Tribuna da Presidência são destinados às instalações dos jogadores de ambos os sexos.
Inauguração do Estádio Nacional 10 de Junho de 1944
Artigo escrito por Amigos do Estádio Nacional
terça-feira, 31 de julho de 2012
Violento assalto hoje de manhã em Algés, os ataques ao comércio local entram numa escalada de violência
Violento assalto hoje de manhã em Algés, os ataques ao comércio local entram numa escalada de violência
Venho desta forma informar os nosso caros leitores da ocorrência de um violento assalto em Algés, hoje cerca das 12.00 horas, que, teve como resultado três feridos um deles provavelmente com gravidade, o assalto ocorreu junto à praça de Algés mais propriamente na loja de ferragens Vítor M Agostinho Lda na Rua Luís Camões 35-A.
O Victor Agostinho, da loja de ferragens foi assaltado por um grupo de 4 indivíduos que circulavam em duas motas. Diz-se, sem certezas, que pertencem ao bairro da Boavista e que teriam acabado de assaltar o supermercado Minipreço da Rua Afonso Palla junto à estação dos comboios
Dois dos ocupantes da moto entraram no estabelecimento e terão roubado o fio de ouro ao proprietários, que, após a saída dos assaltante terá corrido no seu encalço aos gritos de "agarra que é ladrão" os assaltantes terão se virado para o sr Victor Agostinho e esfaqueado e cortado em várias partes do corpo, o genro que o tentou ajudar terá sido também esfaqueado numa nádega assim como o dono da peixaria em frente que foi ferido nos pulsos e terá um braço partido, todos os três feridos foram encaminhados para o hospital e encontram se livres de perigo, o sr Victor Agostinho já se encontra estabilizado pelo que nem tudo são más noticias
A brigada à civil da PSP conseguiu interceptar dois dos assaltantes que se puseram em fuga com uma moto na Rotunda de Algés, enquanto que os outros dois se puseram em fuga a pé deixando a outra moto à porta da loja de ferragens, é de destacar a pronta intervenção da Brigada à civil da PSP caso raro nos nossos dias.
Tudo isto por causa de um fio de ouro...onde é que o nosso país e a Freguesia estão a chegar? é de facto caso para preocupação quando uma coisa desta monta acontece. o que mais estará para vir??
Tudo isto por causa de um fio de ouro...onde é que o nosso país e a Freguesia estão a chegar? é de facto caso para preocupação quando uma coisa desta monta acontece. o que mais estará para vir??
os acontecimentos após o assalto
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Violento assalto hoje de manhã em Algés
Local:
Algés, 2715-311, Portugal
quarta-feira, 25 de julho de 2012
A História de uma árvore em Miraflores
| a nossa árvore no dia em que foi derrubada pelo vento, a solução genial dos técnicos da C.M.O. foi cortar pela raiz uma árvore com 40 anos |
Esta árvore foi derrubada pelo vento no inverno passado (noticiado pela Gazeta) por incúria da C.M.Oeiras que não fez as devidas podagens na altura certa, desde essa data que esta árvore se tem tentado reerguer e repetidamente tem sofrido os mais estúpidos ataques lesa natureza, há em Miraflores alguns moradores que não gostam de árvores ou não lhes dão a mínima inportancia, assim um dia em que estava a passear o cão vi uma senhora com idade para ser minha mãe entretidissima a arrancar as novas ramagens da referida árvore...para (pasmem-se) deste modo ter um sitio para se sentar sempre que viesse passear o seu cão... evidentemente alterei-me com esta senhora que ainda por cima teria um curso superior, depois foram os "jardineiros" da empresa contratada pela C.M.O. que pensavam que deviam arrancar os rebentos (situação corrigida com um telefonema para referida empresa) e agora à por ai alguem que volta a carga e voltou a arrancar todos os novos rebentos.
A estupidez humana ás vezes atinge proporções inimagináveis e assim sendo tenho desde ai andado de olho na referida árvore, ontem depois de as ramagens terem atingido mais de um metro de altura (ver imagem abaixo) ouve outro cromo que se entreteu a arrancar todos os rebentos de modo a que a árvore não volte a crescer, a minha filha que todos os dias via a referida árvore crescer e já lhe chamava a "minha árvore" ficou destroçada com esta questão e decidi fazer mais alguma coisa que chatear os jardineiros camarários e fui lá deixar uma mensagem a quem de direito (que será melhorada brevemente com uma pintura duradoura)
É deveras incrível como há pessoas que ainda não se aperceberam que o património vegetal da localidade é algo que vale mais do que ouro e é o que nos dá de momento uma qualidade de vida acima da média em toda a Lisboa, que não se apercebem que são as árvores que lhes dão o oxigénio que respiram.., para mim essa gentalha era fazer-lhes o mesmo e arrancar-lhes os bracinhos e as perninhas para ver se gostavam, desculpem o meu discurso radical quanto a este assunto mas é a minha opinião pessoal, tudo farei para defender o património vegetal da localidade e da Freguesia, e que os deuses não me ponham no caminho um destes anormais destruidores de árvores de modo a eu não perder a cabeça... deixo vos com o registo fotográfico uma vez que até me faltam as palavras
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