terça-feira, 29 de maio de 2012

Aqueduto, Mina de Água e Chafariz de Carnaxide






Chafariz de Carnaxide




Este chafariz data do século XVIII, possuindo um frontispício que tem esculpido o brasão real e uma inscrição em latim que refere “O Rei D. José o mandou fazer em 1766 incluído nas suas obras de reconstrução após o terramoto”. O Chafariz apresenta o seu alçado principal, integralmente de cantaria, reconhecendo-se centrada, uma bica que serve uma pequena vascã de cantaria ladeada por dois bancos rectangulares ostentando igualmente revestimento azulejar.

diz assim a obra "Os primeiros trabalhos litterarios" de Francisco da Silva Figueira com data de 1885 sobre o chafariz e a mãe de agua de Carnaxide em tempos do terremoto de 1755




Diz a publicação  "Gabinete historico: Desde 1745 até 1750. 2. ed. 1871" sobre o mesmo chafariz :









Aqueduto e Mina de Água de Carnaxide


Planta Geral do Aqueduto das Águas Livres


Muito abundante em água subterrânea, era da serra de Carnaxide que vinha um braço de água para o Aqueduto de Caneças contribuindo assim para o abastecimento a Lisboa.
Talvez por essa razão e em jeito de agradecimento D. José I manda construi em 1765 o aqueduto e o chafariz no centro da vila.
Considerado uma das mais importantes obras pombalinas no concelho, abasteceu Carnaxide de água durante muito anos.
Tratando-se de uma construção enterrada apenas são visíveis as clarabóias que iluminam e ventilam o percurso da água.
Tem o comprimento aproximado de 700 metros com dois metros de altura por um de largura sendo constituído por um túnel de calcário com tecto em rocha.
A Mãe de Água é um edificação com uma profundidade de 20 metros, situada em plena serra de Carnaxide a quase 300 metros da principal nascente e onde termina o túnel que conduz a água até ao chafariz.
No seu interior possui um tanque circular em lioz que funciona como reservatório e filtro.
O Chafariz localizado na Rua 5 de Outubro ostenta um brasão real com inscrição em latim, onde se pode ler:

" O Fidelíssimo Rei José I
Mandou para utilidade deste povo
Correr livre esta água
No ano do Senhor de 1766"

Nas traseiras do chafariz original foi edificado um fontanário (esse já com água da rede publica) revestido a azulejo datado de 1952.

O Aqueduto de Carnaxide está classificado como Monumento de Valor Local desde 1991.


Localização do Aqueduto das Águas Livres sobre Carta Corográfica dos Arredores de Lisboa Guerin de Lamotte 1821. Fonte Instituto Geográfico Português


Arquitectura infraestrutural, barroca. Aqueduto composto por dois troços subterrâneos, aflorando a superfície num pequeno percurso, encimados por respiradouros ou clarabóias de planta quadrangular regular ou de planta circular, com coberturas de quatro águas ou em cúpula, feitas de cantaria de calcário, sendo interiormente planas ou em cúpula; possuem janelas quadradas, molduradas e gradeadas, formando capialço interno. O pequeno troço à superfície é em alvenaria de calcário, com cobertura de canhão, apresentando segmentos rasgados apenas por frestas jacentes, maioritariamente entaipadas. As galerias são abobadadas a tijolo ou cantaria com um passadiço, ladeado por uma ou duas caleiras. A mãe de água é de planta octogonal, reforçada por contrafortes exteriores com cobertura em domo, com o interior marcado por pequeno tanque circular, rodeado por bancos de cantaria. Possui, ao longo do seu percurso, várias minas, de caudais variáveis, algumas de grande extensão, com galerias de menores dimensões, com uma única caleira e cobertura a duas águas, possuindo, um ou mais respiradouros, que as assinalam exteriormente




Situado no alto da Serra de Carnaxide, este aqueduto foi mandado construir por D. José. É um aqueduto subterrâneo, cuja construção remonta ao ano de 1765/66 e que conduz a água da nascente, até ao chafariz situado na zona antiga de Carnaxide. São apenas visíveis três clarabóias que assinalam no exterior o curso da água. A Mina de Mãe-de-Água, em cantaria, constitui uma peça de arquitectura do século XVIII. O seu interior é ocupado por bancos em pedra e um tanque-reservatório para as águas que dirigem o chafariz.
A sua construção foi efectuada a pedido da população de Carnaxide efectuado junto do Conde de Oeiras e Marquês de Pombal.
O Aqueduto possui cerca de 1km de comprimento e é constituído por galeria de cantaria, com cerca de 2m de altura e 80cm de largura, pontuada por 3 clarabóias em cantaria, de planta circular, volumetria cilíndrica e cobertura sensivelmente cónica rematada por pináculo. A Mãe de Água, de planta octogonal, apresenta volumetria poligonal.
No interior reconhece-se um banco corrido ao longo da caixa murária, ostentando revestimento azulejar, e ao centro, um tanque de água de reduzida profundidade.



AQUEDUTO DE CARNAXIDE

Localização: Rua Manuel dos Santos Mónica, em Carnaxide

Dados Históricos: O Aqueduto de Carnaxide foi mandado construir por D. José I no século XVIII. Trata-se de um aqueduto subterrâneo, que conduz a água da nascente, localizado a cerca de 1 km da entrada da galeria do sítio designado das Francesas, até ao chafariz situado na zona antiga de Carnaxide.
São apenas visíveis três clarabóias que assinalam exteriormente o curso da água. A mina mãe-de-água, feita em cantaria, constitui uma bela peça de arquitectura do século XVIII. O seu interior é ocupado por bancos em pedra e um tanque – reservatório das águas que se dirigem para o chafariz.

Edição CMO “ Património – História” Dra. Filomena Serrão




Há 70 milhões de anos, um vulcão residente na zona de Carnaxide entrou em erupção lançando a sua lava até Mafra e deixando água de qualidade na sua terra. A serra de Carnaxide, de onde vinha um braço de água para o Aqueduto de Caneças, dava de beber à capital do país e para retribuir a amabilidade, D. José I mandou construir um aqueduto só para ela! As obras começaram em 1765 e no ano seguinte inaugurou-se o aqueduto e o chafariz onde chegava fresca e pura a água da serra. Hoje a água foi considerada «imprópria para consumo», mas ainda se pode ler no frontispício da fonte, em latim inscrito numa placa de pedra, que «O fidelíssimo Rei D. José I, liberal, magnifico e piedoso, mandou que para utilidade deste povo, corresse livre esta água. Ano do Senhor de 1766».
Certo é que desde o início do projecto, que os responsáveis pelas obras do Aqueduto das Águas Livres tiveram a clara noção de que o caudal proveniente da Água Livre era insuficiente para o abastecimento de Lisboa, mesmo contando com o reforço das nascentes subsidiárias já então detectadas. Assim, com o dinheiro do real da água também D. José I mandou construir em Carnaxide casas para a mulher que aleitou a “sereníssima Senhora Infanta” e para um seu criado chamado Diniz (1769).
Actualmente, com a água canalizada, o aqueduto não passa de um monumento que é preservado pelos populares e em especial por João Figueiredo, funcionário da Câmara Municipal de Oeiras, que mantém o túnel sempre limpo e apto a receber as visitas que ele próprio guia. Agraciado pelo antigo presidente da C.M.O., Isaltino Morais, com o título «o conservador», João Figueiredo, amante acérrimo do património da sua localidade, desde 1986 que promove visitas guiadas a este aqueduto subterrâneo, com direito a uma lição de História!
Exemplo vivo de uma das mais importantes obras pombalinas no Concelho, o Aqueduto de Carnaxide, desde Maio de 1998 considerado «Monumento Nacional», foi mandado construir em 1765 face aos protestos dos habitantes que viam as suas águas serem desviadas para Lisboa através do Aqueduto das Águas Livres. E durante muito tempo Carnaxide foi, de facto, abastecida de água pelo Aqueduto. Hoje é património edificado da vila, que merece a protecção de João Figueiredo contra o crescente vandalismo. Razão que levou a imprensa nacional a intitula-lo «dono do aqueduto».
Do Aqueduto de Carnaxide apenas são visíveis, à superfície, as três clarabóias que iluminam o curso de água subterrâneo. Mas em baixo há muito mais a registar. A entrada faz-se por uma porta simples com a inscrição «C.M.O. 1883» na parte superior. Lá dentro são cerca de 700 metros de escuridão por baixo de terra. Dois metros de altura por um de largura. Trata-se de um túnel de calcário e lioz com tecto em rocha arredondada que só é possível observar ante a luz artificial de lanternas. De 200 em 200 metros existe um respirador. O primeiro situa-se por baixo da rua Portal das Terras. A ele se segue o percurso subterrâneo pela Avenida Portugal a fora, pelo Bairro da Luta pela Casa e pela estrada nacional que liga Benfica à Amadora. No final sobe-se a serra, sempre debaixo de terra, em direcção à Mãe de Água, a 20 metros de profundidade com 20 metros de altura, iluminados por oito janelas. No seu interior existe um pequeno tanque com metro e meio de diâmetro e cerca de 20 centímetros de profundidade que serve de reservatório das águas da nascente e as remete para o fontanário exterior. Ao redor do tanque, estão bancos de pedra. A Mãe de Água está a 300 metros de distância da nascente, parte deles em terra batida. Do espaço consegue-se observar a rocha de onde brota a água que com a ajuda do túnel vai dar ao chafariz, instalado na zona histórica de Carnaxide, frente à Igreja de S. Romão e à Casa de Saúde. Das várias estruturas arquitectónicas de Mãe de Água existentes, Carnaxide possui uma das mais trabalhadas.
Frequentada outrora por damas da nobreza, a vulnerável Mãe de Água sofreu posteriormente – ainda sofre! - algumas invasões difíceis de controlar pelos zeladores do aqueduto. É que apesar da altura impor respeito, sempre há quem salte pelas janelas com a ajuda de cordas para penetrar em território proibido...


Livro Memórias de Carnaxide – Novembro de 2005 – João Figueiredo e Sofia Santos











AQUEDUTO DAS FRANCESAS





Localização: Carnaxide


Dados Históricos: O Aqueduto das Francesas é um ramal subsidiário do sistema do Aqueduto das Águas Livres. O designado aqueduto tem o seu início em Carnaxide, percorre a serra com o mesmo nome, passa por Alfragide e vai até à Buraca, onde tem entrada no Aqueduto Geral. Trata-se de um aqueduto subterrâneo, sendo apenas visíveis as 30 clarabóias. As obras deste ramal foram iniciadas no século XVIII e prolongaram-se por todo o século XIX.


Edição CMO “ Património – História” Dra. Filomena Serrão


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